Hawaii abaixo dágua

Por Rafael Oliveira

Vou tentar falar um pouco do Hawaii para vocês. O problema que todas as viagens que fiz para ao Hawaii foram a trabalho, em nenhuma delas levei uma máquina fotográfica, mais abaixo irão entender o porquê! Vale ressaltar que as poucas fotos que tenho de lá são de amigos que estavam comigo.

Ao todo fiz quatro viagens ao Hawaii e cada uma delas foi bem diferente uma da outra, mas a todas fui com a mesma finalidade. Antes que se perguntem o que diabos um cara sortudo foi fazer no Hawaii a trabalho??? Preciso falar um pouco da minha profissão para que entendam melhor. Sou especializado em filmagens aquáticas de esportes, com foco principal no SURF. Agora entenderam, né? Hawaii, ondas, imagens… Está tudo interligado.

Trabalho para as principais marcas de Surf do Brasil e do Mundo (Mormaii, Billabong, Reef, Quicksilver, Rip Curl, Rusty, Oakley) e também para os canais de TV Espn Brasil e uns freelances para EsporTv. Agora entenderam porque não carrego máquina fotográfica né? Pois é, passo tanto tempo nadando e mergulhando com uma câmera filmadora, que nas horas vagas o que menos quero é carregar uma maquina fotográfica!

Minhas viagens ao Hawaii se resumem em duas palavras, filmagens e surf.

Primeiro contato com o Hawaii

A primeira viagem ocorreu em 2004, fiquei de 24 de dezembro até março de 2005.

Passei o Natal dentro de um avião, foi muito estranho, mas até que foi legal partilhar esse momento natalino com outras pessoas que estavam viajando e que encontrei no caminho, digamos que o espírito natalino floresceu de uma maneira diferente.

Foram 14 horas de vôo de São Paulo até Atlanta EUA. Depois de ficar umas 10 horas no aeroporto de Atlanta, peguei mais um voozinho pequeno de 16 horas até a ilha de Oahu (HAWAII). Esse trecho de 16 horas foi pra matar, de todas as vezes que fui pro Hawaii, sempre valeu muito mais a pena fazer duas ou três escalas curtas dentro dos EUA, ao invés de voar de uma vez só todo o continente americano até o Hawaii.

Depois de estar dois dias em função de vôos e conecções, além de um fuso horário maldito de 13 horas, consegui avistar as primeiras ilhas que compõem o Hawaii. Lembro que estava muito cansado, dor nas costas, nas pernas, nos dedos, dor em todo corpo e sonâmbulo, mas parece que tudo melhorou de uma hora para a outra quando avistei o primeiro conjunto de ilhas do Hawaii. Foi um choque ver aquelas redes vulcânicas lá de cima.

O Hawai é um conjunto de ilhas vulcânicas, uma mais bela que a outra. Sobrevoei a ilha chamada Big Island, depois Maui, até chegar em meu destino final que foi a ilha de Oahu, onde fica a cidade mais famosa chamada Waikiki.

Oahu é a super ilha, a ilha mãe, a mais populosa, e que por isso já tem

cara de cidade grande. Hotéis, shopping center, carros grandes de todas as marcas, fast foods para todos os lados, muitos turistas, muitas lojas de grife, enfim, tudo que o bom americano e o turista rico gosta. Ao contrário das outras ilhas, que são bem mais rústicas e bem menos populosas, levando o turista para uma atmofesra de filme com direito a ilha paradisíaca, palmeiras, água azul e quase ninguém na beira da praia!

Chegando a Ilha de Oahu

Bom, quando cheguei a Oahu tinha um amigo me esperando no aeroporto, ele já estava lá há um ano, trabalhando como entregador de pizza e surfando nas horas vagas. Foi engraçado, pois ele estava dirigindo um carro muito antigo, mas super bem conservado. Ai já percebi de cara que o Hawaii é isso mesmo, pessoas com camisas floriadas para todos os lados, havaianos cantando, tocando e dançando a música ULA ULA, carros antigos, sorrisos estampados nos rostos das pessoas e aquela cadeia vulcânica de estalar os olhos. Isso tudo sem falar no oceano Índico, com aquele marzão azul para todos os lados.

Do Aeroporto Internacional de Oahu, meu amigo me levou para o outro lado da Ilha, onde eu iria ficar. Esse lado da Ilha se chama North Sore, e é nesse lugar onde ficam as ondas mais famosas e temidas do mundo, são elas: Pipeline, Sunset Beach, Waimeia, Backdoor, Off The Wall, essas são algumas de tantas outras praias e ondas famosas. Isso mesmo, lá a onda tem nome, não somente a praia, mas a onda que quebra e qualquer praia também tem um nome de batismo!

No North Sore, de novembro a fevereiro concentram-se os melhores surfistas do mundo, junto com as principais revistas especializadas em surf do mundo. Fotógrafos, turistas, jornalistas e os melhores surfistas do planeta, todos disputam um lugar na areia e dentro dagua para tirar a melhor foto ou um ato heróico de fama que possa render bons lucros depois! Pois realmente no Hawaii(North Sore) estão as ondas mais perigosas e grandes do planeta! E todo mundo que trabalha com o surf quer estar lá.

Em North Sore fiquei na casa de um fotógrafo famoso que mora no Hawaii, ele me alugou um quarto para mim e mais duas pessoas, custando US$ 25 por dia. Fiquei lá por um tempo até chegar o pessoal da Mormaii para quem eu faria o trabalho.

Como viajar para o Hawaii gastando pouco

Para comer, a forma mais econômica é ir numa REDE de supermercados que existe por lá chamado Cosco. Lá se encontra tudo em atacado, grandes quantidades. Como iríamos ficar lá por mais de dois meses e estava com uma turma de amigos, logo fazíamos enormes ranchos quinzenais para 3 ou 4 pessoas. Realmente apesar de ter que cozinhar todos os dias, essa é uma forma de gastar muito menos no Hawaii.

Lembro que os preços dos restaurantes cobravam por um prato de comida, em média, de US$ 15 a US$ 50. O problema que nos EUA você precisa deixar gorjeta também para o garçom, se não eles fazem cara feia! E isso acabada tornando a refeição ainda mais cara.

Comprávamos muito pão integral, queijo, peito de peru, cereal e leite em grande quantidades, barras de cereal aos montes, varias pizzas prontas, sacos de congelados (legumes, carnes, frutas, tortas salgadas, etc). Lá percebi que o americano ou é muito preguiçoso ou muito prático, pois tudo já vem tudo cortado, descascado, picadinho, tudo congelado e pronto para entrar na panela ou no microondas!

Minha primeira ida para o Hawaii foi inesquecível. Para economizar e ficar os três meses no Hawaii, as três primeiras semanas fiquei na casa daquele fotógrafo, depois comprei uma Vam grande por US$ 600, equipei ela e fui morar na minha própria Vam. Foi a melhor coisa que fiz lá, pois eu teria que ficar mais um mês economizando ao máximo até a chegada da equipe da Mormaii, em fevereiro, mas que custeariam meus gastos somente deste mês em que eu faria o trabalho.

Optei por chegar bem da realização do trabalho para a Mormaii, porque queria muito pegar a época dos campeonatos que vão de dezembro a janeiro e também treinar (filmar dentro dagua) o máximo que podia naquelas praias.

Nos próximos textos contarei mais sobre todos detalhes de minhas quatro viagens para o Hawaii, os passeios, o trabalho realizado para o programa do Faustão, os mergulhos, as baladas e shows que assisti por lá como o do U2, Jack Johson, Snnop Doog e do Pearl Jame, entre outros.

Aloha!

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Um comentário

  1. Emanuelle
    12 de julho de 2010

    Olá! Vi que a matéria é um pouco antiga, mas também sou jornalista e adorei suas dicas. Tem o contato desse fotógrafo? Eu e meu namorado, que é músico e estudante de Gestão Ambiental, estamos indo pra lá por um sistema “work and travel” e gostaria de saber mais sobre possibilidades de fotografar profissionalmente lá. Abraço!

    Responder

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