O que você faria em 15 dias na Austrália?

Por Daniela Menezes dos Santos

Minhas férias no verão de 2008 começaram pela ligação que recebi em julho do ano anterior, informando que havia ganhado uma promoção e viajaria 15 dias para Sydney com tudo pago ( www.portal180.com.br ). Sem acreditar muito na situação, o site publicou meus dados e logo uma agência de intercâmbio entrou em contato. Nunca tinha entrado em um avião e decolei de Porto Alegre para São Paulo no dia 11/01/2008, em plena tempestade e muita turbulência.

O segundo trecho da viagem fiz no mesmo dia para África do Sul, Johannesburg, onde passei 10 horas caminhando e cochilando pelos bancos do aeroporto. Logo começou as aventuras, como nos filmes de cinema começaram a chamar um médico quando todos passageiros já estavam prontos para decolar da África para Perth, pois o engenheiro de vôo passou mal, depois de uma hora, tivemos que descer pegar as malas e fomos encaminhados para hotéis. Uma noite na África, que não estava prevista, foi salva pelo grupo de brasileiros que formamos, pois “brasileiro atrai brasileiro” no exterior.

No próximo dia, de volta ao aeroporto, saímos rumo a 10 horas de vôo até Perth, onde a escala foi rápida e seguimos para Sydney, meu destino final. Conheci a minha “homestay” e dormi muito nos primeiros dias, pois o fuso horário de 13 horas em relação ao Brasil dificulta um pouco.]

Meus passeios começaram ao descobrir que precisava ficar uma hora no trem para chegar ao meu curso de inglês (já comentei que não sei falar inglês?), foi altamente gratificante saber que todo o dia passaria pela bela “Harbour Bridge” e a “Opera House”. Realmente não percebia o tempo passar, apenas curtia e fotografava os lugares lindos.

Algo muito interessante lá é o transporte pelo trem, onde compramos um bilhete na estação de onde saímos e em algumas estações ao desembarcar passamos por uma roleta e em outras não há necessidade, sendo assim podemos descer e subir em qualquer estação no meio do trecho comprado, só é necessário ser feito o correto, pois existem fiscais que podem estar no vagão e solicitar ver o bilhete de viagem, eu só vi fiscal uma vez, no meu período de viagem.

O clima por lá é semelhante as estações do ano no Brasil, essa parte teria sido fácil se eu não tivesse pegado uma época atípica da Austrália onde choveu 15 dias sem parar. Conheci muitas pessoas, no meu curso de inglês, brasileiros, turcos, árabe, chineses, coreanos e colombianos, essa mistura foi algo que não vou esquecer jamais.

Quando cheguei, direto no “Level 2-B” a turma já se conhecia, simplesmente surgi no meio deles. Não tenho como contar da viagem sem falar que os colombianos são divertidíssimos e amavam ouvir música e dançar nos intervalos. A Coreana era a mais complicada para conversar, pois sabia tão pouco inglês quanto eu e usava um “mini-notebook” como dicionário, pela explicação obvia que um dicionário com “desenhos” ia ser um pouco grande demais para carregar.

Durante as aulas era exigido que todos falassem apenas em inglês e assim podíamos nos entender naquela Torre de Babel e matávamos a curiosidade de cada um, como por exemplo, perguntaram se no Brasil tem carnaval todos os dias? Também perguntaram pra o colega Árabe se eles casam realmente com mais de uma mulher, ele respondeu que sim, que ele vai ter 4 esposas, só fiquei na vontade de perguntar porque os turcos não tomavam banho, mas deixei para uma próxima oportunidade.

Algo que notei ao chegar, foi a forma de se vestirem, simplesmente não tinha nenhum tipo de moda ou padrão, as vitrines com todos tipos de roupas e parecia que haviam acabado com os sapatos de salto alto do planeta, apenas chinelos. Não era difícil ver mulheres com terno, crachá de empresa e chinelo de dedo. Nas ruas era possível ver a invasão de pessoas orientais, com seus estilos estranhos, ninguém soube me explicar porque passam uma pincelada de esmalte de cores diferentes nas unhas.

Falando em pessoas diferentes e estilos próprios, eu estudei em uma rua muito famosa de Sydney, Oxford Street, e após caminhar por lá procurando restaurantes e lancherias, descobri um estúdio de tatoo e de lá trouxe uma recordação eterna tatuada em mim, uma gatinha rosa.

A casa onde fiquei em Killara era da Carolyn, uma mulher muito simpática, alegre, de bem com a vida, que recebe muitos estudantes por ano em sua casa. Fui à primeira brasileira, falei o que pude do nosso pais e do meu amado Rio Grande do Sul, ela tinha muitas curiosidades e vontade de aprender um pouco do português, durante a semana ensinei algumas palavras e era bem engraçado ouvi-la tentar falar.

As praias que conheci, mesmo em dia de chuva tinham surfistas, mas não vi muitas ondas, a mais linda foi “Manly”, onde tem um calçadão de lojas e um restaurante à beira mar. Outro lugar lindo, é “Darling Harbour”, onde tem muitos bares, baladinhas, restaurantes, lojas, e uma vista para deixar qualquer um encantado a noite.

Um passeio muito diferente foi visitar um templo indiano, Hare Chrishna, uma sala cheia de detalhes, desde a parede até o altar, as pessoas que chegavam com roupas típicas da Índia, incluindo as crianças, tinham traços e características muito semelhantes. Muita músicas, palmas, todos dançando e realmente transmitiram uma paz e energia enorme. Entre os pontos turísticos, conheci o “Luna Park”, mesmo sendo um dia chuvoso e poucos turistas, andei na montanha russa e tiramos algumas fotos.

Meu último dia em Sydney foi marcado pelo “Australian Day”, 26/01/2008, dia de grandes comemorações. Saímos cedo para fazer os meus últimos passeio, começando por uma apresentação de Aborígines, show típico de lá, feito em praça publica com um grande publico e impressa. Continuamos nossa caminha em direção ao Zoo Taronga, aonde chegamos de “Ferrie” e atravessamos o parque por um teleférico para começar nossa visita.

Quem poderia ir à Austrália e não conhece os cangurus não é? Então eu descobri que podíamos entrar na jaula deles onde estão todos soltos, foi muito divertido. Outro destaque são os Coalas, que não minha opinião são mais lindos que os cangurus, preguiçosos se encaixam de uma forma confortável nas árvores e ficam por horas imóveis. Todo Zoo é muito temático, com animais esculpidos em tamanho natural, áreas para lazer infantil e uma vista maravilhosa, onde pude assistir todo encontro de barcos que marca essa data. O dia passou rápido e as malas precisavam ser feitas. A viagem de volta foi tranqüila, mais uma noite na África e finalmente a chegada cheia de saudade e história ao Brasil.

Aprendi e vi muitas coisas, mas nada melhor que ter ganho uma festa de despedida dos meus amigos no Brasil, ver aquelas paisagens durante os vôos, onde a terra se mistura com o mar, ver o amanhecer vermelho da África, entrar na jaula com os cangurus, ter conhecidos pessoas com todas diferenças possíveis, afim de achar algo em comum, acordar com as Cacatuas gritando (que pássaros gritões), mas claro que mesmo sendo complicado o medo de estar sozinha ao mesmo tempo a coragem de encarar o novo e finalmente a chegada de volta, com amigos e o meu namorado me esperando.

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