• Visualizações 1186

Exame de sangue pode detectar risco de infarto após cirurgia, dia estudo

Pesquisa descobriu que a troponina, uma proteína presente no coração, está associada a problemas no órgão que surgem de forma inesperada depois de um procedimento cirúrgico.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Um exame de sangue pode prever se uma pessoa tem maior risco de sofrer um infarto letal até um mês após passar por uma cirurgia não cardíaca. Essa é a conclusão de uma nova pesquisa feita na Faculdade de Medicina de Washington, nos Estados Unidos.

O estudo descobriu que a troponina, uma proteína presente no coração, que indica danos no músculo cardíaco, está associada a problemas no órgão que surgem de forma inesperada depois de um procedimento cirúrgico.

De acordo com Peter Nagele, coordenador da pesquisa, embora os médicos tenham o hábito de medir os níveis de troponina em pacientes que passaram por uma cirurgia cardíaca, eles não o fazem em indivíduos que foram submetidos a outros tipos de operação, especialmente quando essas pessoas não apresentam fatores de risco para doenças do coração.

“A cirurgia é um verdadeiro teste de stress, e após ela, um ataque cardíaco pode ter complicações catastróficas. É difícil, porém, diagnosticar o problema em pacientes que foram recém-operados, uma vez que diversos medicamentos para a dor que esses indivíduos recebem mascaram as dores no peito”, diz o coordenador.

15.133 pacientes com mais de 45 anos que haviam passado por um procedimento cirúrgico não cardíaco, como cirurgias ortopédicas, por exemplo, foram selecionados para o estudo. Após um mês da realização da cirurgia, 1,9% dessas pessoas morreram. No entanto, essa taxa de mortalidade foi de 17% quando analisados apenas os indivíduos que apresentaram os maiores níveis de troponina nos exames de sangue.

“Os altos níveis de troponina no sangue são como uma bandeira vermelha para potenciais problemas cardíacos no mês, talvez até no ano seguinte a uma operação”, afirma Nagele. Para o pesquisador, exames que olhem para a quantidade dessa proteína no sangue deveriam ser feitos sempre em pacientes que passaram por qualquer tipo de procedimento cirúrgico.

Informações de Veja

FOTO: ilustrativa / hccariquemes

Compartilhar

Estados Unidos aprovam primeiro teste caseiro para detectar vírus da Aids pela saliva

Avançar »

Novo Hamburgo: Na reta final, campanha de vacinação contra paralisia já alcança 93,11% das crianças

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Blue Captcha Image
Atualizar

*