Médicos do SUS fazem paralisação como protesto em 18 Estados

18 Estados brasileiros já aderiram à paralisação dos médicos do SUS a favor de um reajuste salarial, financiamento na área da saúde e melhores condições de trabalho.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Nesta terça-feira, dia 25, médicos do Sistema Único de Saúde – SUS, iniciam paralisação de 24h como protesto em 18 Estados. Entre eles, estão Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e Sergipe.

Porém, alguns Estados devem protestar de forma diferente. No Piauí, o protesto levará três dias sem atender pacientes, já em Santa Catarina e São Paulo, as unidades de saúde devem parar o atendimento apenas por algumas horas. Manifestações e atos públicos também estão previstos no protesto em Mato Grosso do Sul, no Paraná, Rio de Janeiro, Tocantins, em Roraima e no Distrito Federal.

Através do protesto, os médicos reivindicam mais financiamento para a saúde pública, reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Na parte de financiamento da saúde pública, os médicos defendem dobrar o montante de dinheiro destinado pelos governos federal, estaduais e municipais ao SUS.

Além disso, a categoria é contra o projeto de regulamentação da Emenda 29, aprovado pela Câmara dos Deputados. Sobre o reajuste salarial, o salário médio pago a um médico do SUS é R$ 1,9 mil por 20h de trabalhos semanais. Com isso, a categoria exige um piso de R$ 9,6 mil. Outra reclamação dos médicos é a falta de leitos nos hospitais, pois 20 Estados têm número de UTIs inferior à média, de 1,3 leito por 10 mil habitantes.

Dentro da paralisação, estão suspensos os exames, as consultas, as cirurgias e outros procedimentos agendados com antecedência, pois cerca de 100 mil dos 195 mil médicos do SUS devem deixar de atender nesta semana. O movimento é liderado pela Associação Médica Brasileira – AMB, Federação Nacional dos Médicos – Fenam, e pelo Conselho Federal de Medicina – CFM.

Informações de Agência Brasil

FOTO: Ilustrativa / GettyImages

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