Ministros do Brics articulam maneiras de baratear medicamentos e ampliar acesso

Ministro da Saúde brasileiro sugeriu criação de um banco de preços na área dos Brics, buscando reduzir os valores cobrados.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Os ministros da Saúde do Brasil, da Rússia, Índia, China e África do Sul, que integram o Brics, articulam mudanças na legislação que envolve os medicamentos e as patentes para ampliar o acesso a remédios nestas regiões.

O objetivo é baratear os custos, a produção e os valores cobrados dos consumidores. Reunidos em Pequim, na China, os ministros entraram nesta terça-feira, dia 12, em mais um dia de discussões.

Uma das propostas é a redução das barreiras a patentes e à aprovação de remédios na Organização Mundial da Saúde – OMS. Porém, é necessário definir a padronização, as diretrizes, os registros nacionais, além dos modelos de inspeção e fiscalização de fábricas.

O vice-primeiro-ministro da China, Li Keqiang, disse que há dois anos o país busca aperfeiçoar seu sistema de saúde e a idéia é aprofundar a cooperação com os demais integrantes do Brics. Durante a reunião, o ministro da Saúde brasileiro, Alexandre Padilha, sugeriu a criação de um banco de preços na área dos Brics, buscando reduzir os valores cobrados pelos medicamentos.

Segundo Padilha, o objetivo das propostas é baratear os valores nos sistemas públicos. Para o ministro, há tecnologia suficiente para a produção e um mercado consumidor que representa quase metade da população mundial. O ministro acrescentou ainda que o acesso universal a tratamentos para as doenças infecciosas e não transmissíveis são desafios que motivam a proposta brasileira. Outro foco da proposta é a incorporação de tecnologia pelas indústrias farmacêuticas nacionais.

Em seu discurso, o ministro brasileiro afirmou que as propostas do Brics passam por uma reforma da OMS. “A OMS deve ser fortalecida como a autoridade multilateral central em matéria de saúde global. A reforma deve ser dirigida pelos Estados membros e baseada no consenso. Deve ser um processo gradual, porque não podemos permitir erros. O processo deve ser amplo e inclusivo, para buscar maior legitimidade e certificar que atenda às realidades da saúde global atual”, disse.

Informações de Agência Brasil

FOTO: reprodução / Peter Parks-AFP

Compartilhar

Oftalmologista aponta cuidados necessários na união de maquiagem e lente de contato

Avançar »

Quase metade dos medicamentos controlados vendidos trata transtornos mentais e de comportamento

Um comentário

  1. maria zelia almeida camerini
    14 de julho de 2011

    Concordo com os paises do BRICS em querer controlar na medida dopossível os preços dos remédios e em especial os do Brasil que muitos ainda estão muito caros no que tange as pessoas menos privilegiadas em seus salários…uso diariamente 2 tipos muito caros: Ex. citalopram e Zetsim 20mg. Aguardando melhores noticias…espero…mz

    Responder

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Blue Captcha Image
Atualizar

*