Aids completa 30 anos desde sua descoberta com 34 milhões de infectados

Inicialmente chamada de “Doença dos 5 H”, síndrome da imunodeficiência adquirida teve primeiro caso diagnosticado no Brasil em 1982.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Dez anos após a descoberta da aids, a Organização Mundial da Saúde – OMS já registrava 10 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo. Hoje, são 34 milhões. Os primeiros casos de uma enfermidade considerada, à época, um mistério, foram registrados em junho de 1981, no Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos.

Um ano depois, recebeu o nome provisório de “Doença dos 5 H”, em razão de casos registrados em homossexuais, hemofílicos, haitianos, heroinômanos (usuários de heroína injetável) e prostitutas (hookers, em inglês).

No mesmo ano, autoridades sanitárias detectam a possibilidade de transmissão pelo ato sexual, pelo uso de drogas injetáveis e pela exposição a sangue e derivados. No Brasil, o primeiro caso é diagnosticado em São Paulo. A doença recebe o nome definitivo de síndrome da imunodeficiência adquirida (sida, em espanhol, ou aids, na sigla em inglês).

Em 1984, a equipe do virologista francês Luc Montagnier isola e caracteriza um retrovírus (tipo de vírus mutante que se transforma de acordo com o meio em que vive) como o causador da doença. Especialistas concluem que a aids representa a fase final de uma doença provocada pelo HIV.

Três anos depois, o coquetel de medicamentos AZT é a primeira droga a reduzir a multiplicação do vírus no organismo humano. Ainda em 1987, a Assembléia Mundial de Saúde anuncia a data de 1º de dezembro como o Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

NÚMEROS – Os casos registrados no Brasil totalizam 2.775 no período, seguidos por 4.535 em 1988 e por 6.295 no ano seguinte. Em 1990, morre o cantor e compositor Cazuza, vítima da doença. Apenas em 1991 é iniciado o processo de aquisição e distribuição gratuita de antirretrovirais.

Em 1992, uma pesquisa aponta as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) como cofatores na transmissão do HIV, podendo aumentar o risco de contágio em até 18 vezes. O Ministério da Saúde inclui os procedimentos para o tratamento da aids na tabela do Sistema Único de Saúde – SUS e, no ano seguinte, o Brasil passa a produzir o AZT.

Já em 1998, falava-se na morte

de 70 milhões em 20 anos

O sociólogo Herbert de Souza, conhecido como Betinho, morre em 1997, após ser contaminado pela doença por meio de transfusão de sangue. Ao todo, 17 milhões de pessoas já haviam morrido apenas no continente africano em razão do HIV – e 8,8% da população adulta na região está contaminada.

No ano seguinte, um relatório realizado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids – Unaids afirma que a doença deve matar 70 milhões de pessoas nos próximos 20 anos – a maioria na África – caso nações desenvolvidas não aumentem esforços para conter a aids.

Em 2008, o Brasil conclui o processo de nacionalização de um teste rápido que permite detectar a presença do HIV no organismo em 15 minutos. Este ano, o primeiro antirretroviral produzido por um laboratório público brasileiro – o Tenofovir – entrou no mercado.

Também em 2011, uma pesquisa dos institutos nacionais de Saúde dos Estados Unidos indica que pacientes que aderem a um esquema eficaz de terapia antirretroviral reduzem em até 96% o risco de transmissão do HIV ao parceiro sexual.

Informações de Agência Brasil

FOTO: ilustrativa

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9 comentários

  1. ANTONIO APARTECIDO CANTAGALO
    7 de junho de 2011

    ESTA NOTICIA NÃO ME CAUSA EM NADA , FICARIA FELIZ QUANDO DE FATO FOSSE ANUCIADO A CURA DEFINITIVA PARA A DOENÇA , AGORA FALAR QUE FAZ TANTOS ANOS QUE DESCOBRIU A DOENÇA NÃO ACRESCENTA EM NADA PARA O DOENTE , QUE ALIÁS FICA ATÉ MAIS TEMEROSO DE QUANTOS ANOS AINDA TERÁ QUE ESPERAR PELA CURA.

    SEM MAIS .

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  2. isaias
    7 de junho de 2011

    Mostra uma evolução lenta,mas que vem acontecendo…o que na minha opinião mostra que existem pessoas presas em laboratórios buscando a cura.O que motiva mais ainda uma pessoa contaminada..

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  3. kinda
    7 de junho de 2011

    TIPO DA NOTICIA BOBA SEM CONTEUDO E SEM NOVIDADES…

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  4. MARIA DOS ANJOS
    7 de junho de 2011

    EU ME PREOCUPO MUITO, POIS TEM UM PORTADOR NA MINHA FAMILIA, ELE FAZ ACOMPANHAMENTO NO EMILIO RIBAS, AQUI FICA O MEU MAIOR AGRADECIMENTO POIS É UM AMOR MUITO GRANDE QUE ELES ATENDEM OS PACIENTES, SÓ MORRE NAQUELE HOSPITAL SE FOR DA VONTDADE DE DEUS.

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  5. Mário
    7 de junho de 2011

    Sem querer causar polêmica, nem ofender o estilo de vida de ninguém, mas somente para deixar uma reflexão….
    Se os seres humanos tentassem seguir os conselhos da Bíblia, e com ênfase no que diz respeito a não praticar ato sexual fora do casamento, a grande maioria dos casos de Aids não existiriam. Então, deixo uma pergunta: “Será que DEUS não existe, ou somos nós que simplesmente o ignoramos?”.

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  6. João
    7 de junho de 2011

    Aids completa 30 anos é ?… parabens, muitos anos de vida… felicitações…

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  7. Nei
    7 de junho de 2011

    Ol pessoa! Conhecer a história ajuda a compreender o presente e pensar o futuro.

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  8. AAA
    7 de junho de 2011

    Simple, é só parar com esse “sexo liberado”.
    Sexo seguro só depois do casamento.

    Fim.

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  9. MARI
    14 de agosto de 2011

    TEM QUE LER E SABER O QUE É AIDS E DEPOIS , SIM PODERIAM FAZER SEXO

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