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Afinal, mudanças de temperatura afetam mesmo a saúde?

Fernando Bergel Lipp, médico infectologista de Novo Hamburgo, esclarece dúvidas e dá dicas para evitar contágio de doenças respiratórias no período de inverno e frio intenso.

Cristiane Cunda cris@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Um dia faz muito frio. No outro faz calor. Nos outros, é frio pela manhã e durante a noite, mas a tarde parece que estamos em outra estação.

Com tantas mudanças climáticas, uma dúvida: esse sobe e desce do termômetro pode causar problemas à saúde? O médico infectologista, Fernando Bergel Lipp, de Novo Hamburgo, descarta essa hipótese. “Apesar da crença habitual, não existe evidência que tais situações sejam responsáveis por alterações orgânicas significativas”, afirma.

Contudo, a estação que tem dias mais frios pode criar situações que promovem o aumento de processos infecciosos. Lipp explica que o principal problema do inverno são as aglomerações em ambientes fechados, facilitando a circulação de agentes transmissíveis por inalação (vias respiratórias) ou por contato.

“Questões do tempo como umidade do ar, vento ou radiação solar podem até influenciar sobre a disseminação e sobrevida dos agentes patológicos, mas o fator principal é o citado acima”, diz o infectologista.

O médico reforça que as doenças infecciosas mais comuns no período de inverno são as transmitidas por inalação ou contato, com destaque para os vírus responsáveis pelo resfriado e o vírus Influenza, causador da gripe. “Tais agentes são eliminados através de secreções respiratórias, contaminando o ambiente, materiais, roupas e mãos, e é adquirido por contato de pessoas suscetíveis a tal contaminação”, destaca.

Dicas para controlar agentes

infecciosos no inverno

A principal medida preventiva é a mesma ressaltada durante a epidemia de gripe por Influenza H1N1: lavar bem as mãos ou usar álcool gel. De acordo com Lipp, as mãos são o veículo principal pelo qual as pessoas contaminam sua via aérea. Logo, o controle de tal área contaminada constitui-se na principal medida.

Outras medidas que

podem ser adotadas

– Manter ambientes arejados (com circulação de ar, exposição à luz solar)

– Uso de “etiqueta respiratória” (pessoas com sintomas respiratórias devem evitar a contaminação do ambiente, cobrindo nariz e boca ao tossir e espirrar e, em seguida, lavando as mãos).

FOTO: reprodução

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