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Congresso restringe acesso em função de manifestações

Somente autorizados terão acesso pela entrada principal e ao Salão Negro. Duas manifestações estão marcadas para esta quinta em Brasília.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

O Congresso Nacional vai restringir acesso ao edifício principal na tarde desta quinta-feira, dia 20, devido às manifestações previstas para o período da tarde na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Nota divulgada pela Diretoria-Geral do Senado informa que o acesso à Chapelaria, local por onde parlamentares e visitantes entram no edifício, ficará restrito, a partir das 15 horas, às pessoas autorizadas pela Polícia Legislativa. Nesta quinta, também ficarão com acesso restrito a rampa do Congresso e o Salão Negro, dentro do prédio principal.

Duas manifestações estão previstas na tarde desta quinta em Brasília – uma com início às 16 horas contra o reajuste de tarifas do transporte coletivo em todo o país, com concentração na Rodoviária do Plano Piloto, e outra às 17 horas, convocada pelo movimento Acorda, Brasília, que terá concentração no Museu da República.

As polícias do Senado e da Câmara recomendaram aos servidores das duas casas que evitem estacionar os veículos nas laterais e em frente ao Congresso. Segundo a diretoria do Senado e a assessoria de imprensa da Câmara, esse tipo de recomendação é comum quando há manifestação na Esplanada.

Todo o efetivo de policiais legislativos será usado. A assessoria informou ainda que a Câmara retirou de exposição algumas obras de arte que ficam no Salão Verde, local no interior do prédio que dá acesso ao plenário (veja na imagem abaixo). Também foi suspenso o serviço de visitas guiadas para turistas.

A Polícia Militar do Distrito Federal informou que vai preparar esquema de segurança, com bloqueio em trecho na Esplanada dos Ministérios para evitar que manifestantes possam ir até o Congresso Nacional. A corporação não informou o horário nem o ponto onde vai haver a interdição.

Expediente normal

O diretor-geral da Câmara, Sérgio Sampaio, afirmou que participou de reuniões nos últimos dias com integrantes do governo do Distrito Federal para planejar medidas que evitem depredação e garantam a integridade física de parlamentares e servidores.

De acordo com Sampaio, o GDF informou que está “preparado” para oferecer segurança. “Se mudar o panorama, teremos de tomar providências, mas, por ora, não há determinação de se esvaziar a Câmara. O expediente será normal nesta quinta”, enfatizou.

O diretor também relatou ter orientado os funcionários da Câmara, por meio do portal interno da Casa, a terem “cautela” e evitarem sair do prédio pelos acessos ocupados por eventuais manifestantes.

No protesto da última segunda, Sampaio foi hostilizado por dezenas de jovens no momento em que deixou o edifício do parlamento para averiguar se o Batalhão de Choque da PM chegaria a tempo de conter uma eventual invasão.

Quando os manifestantes perceberam que se tratava de um alto funcionário do Congresso, o diretor-geral foi cercado. Os mais exaltados cuspiram nele na hora em que ele retornava para a área interna. Sampaio disse que também levou chutes nas costas.

“Foi uma ideia infeliz. Teve um momento que pensei que seria difícil conseguir voltar [ao Congresso]. O pior foram as cusparadas”, afirmou.

Em meio ao protesto pacífico do início da semana em Brasília, foram registrados raros episódios de vandalismo. Em um deles, um vidro do gabinete da 1ª vice-presidência da Câmara foi quebrado com uma pedra. Segundo a PM, dois manifestantes foram presos por desacato na segunda-feira.

Informações de Portal G1
FOTO: reprodução / portal g1

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