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Deputado Agnelo Queiroz nega favorecimento da Delta Construções em seu governo

Empresa é investigada pela Polícia Federal como parte do suposto esquema comandado pelo empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), disse nesta quarta-feira, dia 13, que não houve em seu governo nenhuma forma de favorecimento da empresa Delta Construções.

A empresa é investigada pela Polícia Federal como parte do suposto esquema comandado pelo empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Agnelo argumentou, em depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito – CPMI do Cachoeira, que o único contrato que a empresa tinha com o governo foi assinado no dia 09 de dezembro de 2010, pelo então governador Rogério Rosso (PMDB).

De acordo com o governador, a assinatura foi determinada por uma decisão da 1ª Turma do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Território – TJDFT. “A Delta tem apenas um contrato com o governo do Distrito Federal de coleta de lixo em duas áreas e esse contrato foi assinado no governo anterior, não no meu governo e, ainda assim, a mando da Justiça”.

O governador informou ainda que a Delta entrou no serviço público no Distrito Federal em 2007, na administração do ex-governador José Roberto Arruda, acusado de liderar um esquema ilícito de financiamento de campanha e de compra de deputados distritais, que ficou conhecido como mensalão do DEM.

Até o início deste mês, a empresa mantinha com o governo do Distrito Federal um contrato de limpeza urbana, no valor de R$ 470 milhões. As gravações feitas pela polícia também indicaram pessoas ligadas a Cachoeira tentando fraudar licitação para o serviço de bilhetagem eletrônica no transporte público, contrato que não chegou a ser firmado, fato que segundo Agnelo, irritou o grupo de Cachoeira.

Além disso, o ex-chefe de gabinete de Agnelo, Cláudio Monteiro, aparece em uma gravação da Operação Monte Carlo, em conversa com pessoas ligadas a Cachoeira. Quando as denúncias foram divulgadas na imprensa, Monteiro se afastou do cargo.

Informações de Agência Brasil

FOTO: reprodução / AE

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