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Integrantes da CPMI Cachoeira reclamam das condições de acesso aos dados

Uma sala de 15 metros quadrados, com três computadores e câmeras de segurança, foi adptada  para tentar impedir vazamento de dados.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

No primeiro dia de funcionamento de uma sala de segurança criada para acesso a documentos de operações da Polícia Federal, integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito – CPMI do Cachoeira reclamaram das condições de pesquisa que investiga a atuação do empresário de jogos ilícitos Carlos Augusto de Almeida Ramos.

“Em nome do sigilo, estamos criando um ambiente de constrangimento ao parlamentar. Imagine se todo funcionário do Poder Público tivesse que passar por essa situação para trabalhar”, disse o deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF), o terceiro a chegar à sala, que chamou de “sala da verdade”.

Antes de entrar, os deputados e senadores devem depositar os seus celulares em uma mesa e assinar um termo de compromisso sobre a confidencialidade das informações. A primeira a chegar à sala da consulta foi a deputada Íris Resende de Araújo (PMDB-GO). Segundo ela, a sala é pequena.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) disse que, ao analisar rapidamente os arquivos que estão nos computadores, não viu nada que já não estivesse publicado na imprensa. “Fiz uma leitura rápida. Tudo que vi já foi divulgado”, disse a senadora. “O que acho é que este processo de consulta vai dar confusão”, completou.

Nos computadores da CPMI, estão apenas a informações referentes ao inquérito da Operação Vegas, fornecidos na semana passada pelo Supremo Tribunal Federal. A CPMI ainda aguarda o inquérito da Operação Monte Carlo. Na semana passada, o relator do processo no Supremo, ministro Ricardo Lewandowski informou que os arquivos da Monte Carlo ainda não chegaram ao Tribunal e que ainda estão em poder da 11ª Vara Federal em Goiânia.

Após ter aprovado a quebra de sigilos bancário, telefônico e fiscal de Cachoeira, a comissão pediu na semana passada ao Banco Central as informações bancárias dele. Esses dados ainda não chegaram aos computadores da CPMI. O pedido de quebra de sigilo abrange as movimentações bancárias de Cachoeira desde 2002.

A CPMI investiga as ligações de Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados. Ele está preso sob suspeita de envolvimento em jogos ilegais e de comandar uma rede de influência. O depoimento de Cachoeira será dia 15 deste mês. Também foi aprovada a convocação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), suspeito de ligações estreitas com o esquema. O depoimento foi agendado para o dia 31.

Informações de Estadão

FOTO: ilustrativa / ipcdigital

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