Após polêmica, Sarney promete devolver impeachment de Collor à galeria no Senado

Painel que havia sido retirado da galeria tinha fotos panorâmicas de manifestantes nas ruas pedindo o impeachment do ex-presidente.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Diante da repercussão da retirada do episódio do impeachment do ex-presidente Fernando Collor da galeria do “túnel do tempo” do Senado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), anunciou nesta terça-feira, dia 31, que os textos e fotos do fato histórico retornarão aos painéis da exposição permanente.

“Li todo o noticiário nos jornais a respeito da exposição feita pelo Senado no ‘túnel do tempo’. Eu não fui curador nem autor dessa exposição, mas, para evitar interpretações equivocadas, acabo de determinar à seção competente do Senado e sua administração que faça constar da devida exposição o impeachment do presidente Collor”, afirmou Sarney em vídeo produzido pela assessoria de Comunicação da Casa.

Na segunda-feira, 30, o presidente do Senado inaugurou a nova exposição com 16 painéis de fatos históricos da galeria (foto). Questionado sobre a retirada do impeachment, Sarney afirmou que a cassação de Collor “foi um acidente que não deveria ter acontecido” e, por tal motivo, foi retirado da lista de fatos expostos nos 16 painéis da galeria.

“Túnel do tempo” é como ficou conhecido o amplo corredor que passa sob o Eixo Monumental, em Brasília, onde estão as salas das comissões permanentes e gabinetes dos parlamentares. O espaço integra o roteiro da visita guiada ao Congresso Nacional e abriga textos e imagens de momentos importantes da história do Brasil e do Senado. De acordo com a assessoria de Comunicação do Senado, é um dos locais que mais despertam o interesse dos visitantes: apenas em abril, o Senado recebeu 20 mil visitas.

O painel retirado da galeria tinha fotos panorâmicas de manifestantes nas ruas pedindo o impeachment do ex-presidente Collor. O painel relatava que, em 29 de dezembro de 1992, o Senado aprovou por 76 votos a cinco a perda do cargo por Collor e de seus direitos políticos até 2000. Collor renunciou ao mandato antes do início do julgamento, mas a sessão teve continuidade.

“Não posso censurar os historiadores que foram encarregados de fazer a história. Agora, acho que talvez esse episódio seja apenas um acidente que não deveria ter acontecido na história do Brasil. Mas não é tão marcante como foram os fatos que aqui estão contados, que foram os que construíram a história, não os que de certo modo não deveriam ter acontecido”, afirmou Sarney ao ser questionado sobre a retirada do episódio da cassação de Collor dos painéis.

No final da tarde desta segunda-feira, a assessoria do Senado divulgou a seguinte nota:

“Os fatos históricos da mais antiga Casa legislativa do país são narrados em dezesseis painéis, com textos e imagens, seguindo a linha cronológica da história do Brasil desde 1822. A partir da Constituição de 1988, a opção dos historiadores foi destacar os fatos marcantes da atividade legislativa. O foco da exposição é mostrar a produção legislativa do Congresso Nacional. A discussão e aprovação das leis é a essência do que faz o parlamento como poder republicano.”

Informações de portal G1

FOTO: reprodução / Fabio Rodrigues Pozzebom-ABr

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