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Eleições 2010: Debate entre presidenciáveis teve diminuição de tom agressivo

Descriminalização do aborto não foi debatida. Privatizações, governos do PSDB e drogas foram abordados por ambos candidatos.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) diminuíram o tom agressivo no debate Folha/Rede TV do último domingo, dia 17, mas não escaparam de ter de responder sobre acusações contra ex-assessores.

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Oportunidade desperdiçada

Dilma deixou de lado a agressividade do debate anterior, na Rede Bandeirantes, e tentou colar em Serra o rótulo de “privatista”. Ela insistiu em comparar o governo Fernando Henrique Cardoso ao de Lula e em criticar a gestão tucana em São Paulo.

A princípio na defensiva pela necessidade de negar que vá privatizar empresas se eleito, Serra contra-atacou ao rotular Dilma de “antipaulista”, pelas reiteradas críticas ao governo do estado. “Dá a impressão que a Dilma é candidata ao governo de São Paulo”. Dilma rebateu: “O senhor fica um pouco pretensioso. Não pode se comparar com o povo de São Paulo”. Ela acusou o golpe e por várias vezes disse que não tinha nada contra o “povo paulista”, mas contra gestões do PSDB.

Dilma e Serra foram questionados sobre corrupção apenas nas intervenções das jornalistas Renata Lo Prete, editora doPainel, e Patrícia Zorzan, da Rede TV!. O tucano negou ter relação com o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto. Disse desconhecer desvio na campanha e que, se tivesse havido, ele seria “vítima”: “Não tem nada a ver isso com negar mensalão, negar desvio na Casa Civil”. Dilma foi questionada sobre tráfico de influência na Casa Civil, que derrubou Erenice Guerra. “A Erenice cometeu um erro. Eu sou contra contratação de parentes.”

O tema da descriminalização do aborto não foi debatido. Serra e Dilma também não falaram da quebra do sigilo fiscal de tucanos em agências da Receita Federal.

PRIVATIZAÇÕES – O presidenciável peessedebista concentrou ataques na área da segurança e tentou usar as perguntas sobre privatização para criticar o aparelhamento de estatais.

Dilma tentou surpreender o adversário com uma pergunta sobre a venda da empresa privada Gas Brasiliano. A petista acusou o tucano, quando governador de São Paulo, de tentar impedir que a Petrobras comprasse a empresa, dando preferência a uma concorrente japonesa: “Prefere-se uma empresa japonesa, privada, e falam que gostam da Petrobras”. “A candidata na TV mente o tempo inteiro sobre a Petrobras”, rebateu Serra.

No segundo bloco, Dilma insistiu no tema, sugerindo que Serra poderia privatizar o pré-sal. O tucano devolveu citando “loteamento político” de estatais e sugeriu que Fernando Collor (PTB) ficaria com a BR Distribuidora em eventual governo dela.

DROGAS – O tucano também defendeu a privatização da Telebrás. “Hoje, um mecânico, um marceneiro, podem receber telefonema enquanto estão trabalhando”, disse.

O tucano disse que drogas chegam ao país porque o policiamento de fronteiras é ineficaz. Ela respondeu citando projeto da PF de usar aviões não tripulados e citou a cracolândia de SP: “Tenho um compromisso que é livrar São Paulo do PCC”, disse.

No final, Dilma citou Lula e disse que “a esperança vai vencer o ódio”, e Serra lembrou sua biografia.

Informações de Folha.com

FOTO: Nelson Almeida/AFP

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2 comentários

  1. Carlos Jardel Martins Canabrava
    19 de outubro de 2010

    CANSEI! VOU VOTAR NO SERRA,
    A MÍDIA TEM RAZÃO

    Desculpem amigos, vou votar no Serra. Sabem porque?
    Cansei de ir ao supermercado e encontrá-lo cheio O alimento está barato demais.
    O salário dos pobres aumentou e qualquer um agora se mete a comprar carne, queijo, presunto, hambúrguer, iogurte, etc.

    Cansei dos bares e restaurantes lotados nos fins de semana. Se sobra algum, a gentalha toda vai para a noite

    Cansei dessa tranqueiragem.
    Nos aeroportos, no tempo do PSDB era uma tranquilidade. Pouca gente pra encher o saco… Pouca fila. Agora, um mundaréu de gente viajando, não tem avião que chega, uma gentalha da classe média viajando pro exterior, deslumbradas com a viagem, com o avião, com as aeromoças.
    Argh ! Não aguento isso. Ai que saudades daquele sossego bom para nós, gente seleta… fina… Nós os verdadeiros brasileiros.
    Imagine esses babacas chegando na Europa, a imagem ruim que vão deixar por lá. Estamos preocupados com a imagem do Brasil no exterior. Transformaram os aeroportos brasileiros numa verdadeira RODOVIARIA! Cheia de pobres viajando de avião! Misturando-se com gente de grife!
    Mas que merda!

    Cansei de ir ao Shopping e ver a pobreza comprando e desfilando com seus celulares. O governo reduziu os impostos para os computadores. A Internet virou coisa de qualquer um.
    Pode isso? Até o filho da manicure, do pedreiro, do catador de papel, agora navegam…

    Cansei dos estacionamentos sem vaga.
    Com essa coisa de venda a juros baixos e longos prazos, todo mundo tem carro; até a minha empregada tem! “É uma vergonha!”, como dizia o Boris Casoy. Com o Serra os congestionamentos vão acabar, porque como em S.Paulo, vai instalar postos de pedágio nas estradas brasileiras a cada 35 km e cobrar caro. Isso coloca um freio nessa classe média e nos pobres ainda mais.

    Cansei da moda banalizada.
    Agora, qualquer um pode botar uma confecção. Tem até crédito oferecido pelo governo. O que era exclusivo da Oscar Freire, agora, se vende até no camelô da 25 de Março e no Braz.
    Vergonha, vergonha, vergonha…

    Cansei de ir ao banco e ver aquela fila de idosos no Caixa Preferencial, todos trabalhando de office-boys.

    Cansei dessa coisa de biodísel, de agricultura familiar.
    O caseiro do meu sítio agora virou “empreendedor” no Nordeste. Pode?

    Cansei dessa coisa assistencialista de Bolsa Família.
    Esse dinheiro poderia ser utilizado para abater a dívida dos empresários de comunicação (Globo, SBT, Band, RedeTV, CNT, Folha SP, Estadão, etc.). A coitada da “Veja” passando dificuldade e esse governo alimentando gabiru em Pernambuco.
    É o fim da picada.

    Cansei dessa história de PROUNI, que botou esses tipinhos, sem berço, na universidade.
    Até índio, agora, vira médico e advogado.
    É um desrespeito… Meus filhos, que foram bem criados, precisam conviver e competir com essa raça.

    Cansei dessa história de Luz para Todos.
    Os capiaus, agora, vão assistir TV até tarde. E, lógico, vão acordar ao meio-dia. Quem vai cuidar da lavoura do Brasil? Diga aí, seu Lula…

    Cansei dessa história de facilitar a construção e a compra da casa própria (73% da população, hoje, tem casa própria, segundo pesquisas recentes do IBGE).
    E os coitados que vivem de cobrar aluguéis? O que será deles?

    Cansei dessa palhaçada da desvalorização do dólar. Agora, qualquer um tem MP3, celular e câmera digital. Qualquer umazinha, aqui do prédio, vai passar férias no Exterior.

    Cansei…!

    Responder
  2. Carlos Jardel Martins Canabrava
    19 de outubro de 2010

    SEJA EM QUEM QUEIRA VOTAR, VOTE NAS PROPOSTAS, E NÃO EM UM MONTE DE MENTIRAS VEÍCULADAS PELA MÍDIA.

    A VERDADE SOBRE O SEGURO DESEMPREGO E O FAT

    – Serra não criou décimo terceiro salário nem o FAT, como diz em suas músicas. Uma mentira repetida várias vezes pode virar “verdade”, já ensinava Goebbels, o marqueteiro de Hitler.
    O autor do projeto de lei que criou o FAT foi o ex-deputado federal Jorge Uequed (PMDB-RS). O PL de número 991 foi apresentado em 11 de outubro de 1988. Já o projeto de José Serra sobre o tema foi apresentado sete meses depois, em 5 de maio de 1989, e recebeu o número 2250. Na sessão de 13 de dezembro de 1989, ele foi considerado prejudicado pelo plenário da Câmara dos Deputados devido à aprovação do projeto de Jorge Uequed.

    O seguro-desemprego foi criado em 1986, quando Sarney ocupava a presidência da República. Foi instituído junto com o Plano Cruzado pelo decreto-lei 2.284, de 10 de março de 1986. Passou a ser concedido aos trabalhadores após a sua regulamentação, que ocorreu 40 dias depois, pelo decreto 92.608, de 30 de abril do mesmo ano.

    CALÚNIAS SOBRE DILMA

    Caso você não saiba, o candidato José Serra está respondendo a um processo por calúnia e difamação. Segundo o tucano, Dilma é terrorista. Na verdade, na juventude, enfrentou corajosamente a ditadura militar (1964-1985). Combateu a censura, a tortura e os assassinatos políticos, em defesa da democracia e das liberdades de imprensa e de expressão, entre outros direitos suprimidos pelo golpe militar de 1964.
    Dilma nunca participou de qualquer ação armada. Presa e torturada, foi condenada a uma pena de dois anos e um mês de prisão, por subversão – numa época em que simplesmente resistir à ditadura era considerado subversão – e não por terrorismo.
    Um dos e-mails falsos e espalhados pelo submundo da política acusa Dilma de participação no ataque do grupo VPR ao Quartel-General do II Exército, em São Paulo, em 1968. A ação resultou na morte do soldado Mário Klosel Filho.
    Ocorre que Dilma jamais fez parte da VPR e, em1968, morava em Belo Horizonte, onde cursava a faculdade de Economia. Nem os próprios torturadores, nem o Exército ou os juízes militares acusaram Dilma de envolvimento na morte de Mário Klosel Filho ou em qualquer outro ato armado – quando seria muito fácil fazê-lo, caso fosse verdade.
    Mesmo assim, quatro décadas depois, em plena vigência do regime democrático, nossos adversários resolvem reescrever a história para chamar Dilma caluniosamente de “terrorista”.
    Outro e-mail calunioso traz uma ficha falsa de Dilma, para difamá-la. Ficha esta que, qualquer aluno de Photoshop consegue notar que é digitalmente forjada. Conheça os vários erros da ficha falsa:

    http://www.youtube.com/watch?v=oTrEqfWUw8Q&feature=player_embedded

    Agora, se você prefere acreditar que Dilma é terrorista e que Serra é honesto, depois não vai reclamar. Eu não voto em alguém capaz de apelar para tantas mentiras para ganhar uma eleição.

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