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Justiça cassa mandato de José Roberto Arruda por infidelidade partidária

Governador do Distrito Federal deixou o Democratas depois de ser apontado como comandante do esquema do “Mesalão do DEM”. Acabou preso por suborno a testemunha.

Felipe de Oliveira felipe@novohamburgo.org

A democracia brasileira escreve mais um capítulo em sua recente e conturbada história de pouco mais de 20 anos.

No início da noite desta terça-feira, 16 de março de 2010,  o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal – TRE-DF decidiu cassar o mandato do governador licenciado José Roberto Arruda por infidelidade partidária.

Preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, Arruda é acusado de tentar subornar uma testemunha do esquema de propina no governo que comandava, de acordo com as investigações da operação “Caixa de Pandora”.

VOTAÇÃO – Depois que o escândalo do “Mensalão do Democratas – DEM” foi revelado, José Roberto Arruda desfiliou-se do partido para evitar uma expulsão e a conseqüente perda do mandato.

Não contava com a posição do TRE-DF, que rejeitou o argumento de que deixou o Democratas por sofrer discriminação pessoal. Não teria havido tratamento discriminatório por parte da legenda que justificasse a desfiliação. Resolução do Tribunal Superior Eleitoral – TSE determina que os mandatos são dos partidos, não dos políticos.

O placar chegou a ficar empatado em três votos quando o presidente da sessão de julgamento, desembargador Lecir Manoel da Luz, seguiu o voto do relator, desembargador Mário Machado, decidindo pela cassação. A defesa ainda pode recorrer ao TSE.

Mandos e desmandos

A história de José Roberto Arruda, 56 anos, é marcada por derrotas vexatórias e retornos triunfais no cenário político brasileiro.

Em 2001, quando era senador, foi acusado de violar o painel eletrônico na sessão secreta que cassou o colega Luiz Estevão. Negou veementemente, depois voltou atrás. Pediu desculpas chorando na tribuna (foto) e renunciou para não ser cassado.

Quando parecia liquidado, foi o deputado federal proporcionalmente mais votado do país nas Eleições Gerais de 2002. Quatro anos mais tarde, ganhou o governo do Distrito Federal e até a Polícia Federal descobrir o esquema do “Mensalão do DEM de Brasília” era favorito à reeleição no pleito que ocorre em outubro próximo.

Com informações da Agência Brasil e Portal G1

FOTOS: reprodução / Agência Câmara

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