Mercados vão fechar mais cedo: Tarcísio sanciona restrição de horários

Nova legislação confirmada pelo prefeito proíbe mini, super e hipermercados de atuar em Novo Hamburgo diariamente após as 21 horas e aos domingos depois do meio-dia.

Felipe de Oliveira felipe@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Terminou nesta quarta-feira, dia 09, a novela “horário dos mercados”. E no último capítulo o prefeito Tarcísio Zimmermann (PT) sancionou o projeto de lei que proíbe o funcionamento de mini, super e hipermercados em Novo Hamburgo diariamente após as 21 horas e aos domingos depois do meio-dia.

O tema gerou polêmica na cidade desde sua aprovação na Câmara Municipal, no início de agosto. Posições contrárias e favoráveis à proposta dos vereadores Alex Rönnau e Gilberto Koch (ambos do PT), Sergio Hanich (PMDB) e Volnei Campagnoni (PCdoB) permearam o debate. Mais de 400 pessoas acompanharam as votações no plenário do Legislativo em dois turnos. Pequenos comerciantes defendendo a aprovação. Funcionários de grandes redes querendo a rejeição.

Considerado inconstitucional, apenas o dispositivo que diferenciava a regra para o distrito rural de Lomba Grande foi vetado. O Executivo enviará ainda novo projeto de lei para apreciação dos vereadores excluindo da restrição estabelecimentos comerciais operados exclusivamente a partir da mão-de-obra familiar.

Argumentos

Ao anunciar sua decisão, Zimmermann assumiu a responsabilidade pelas implicações da nova legislação. “É uma decisão do Poder Executivo, de responsabilidade e convicção do Poder Executivo”, disse o prefeito. “Entendemos que o projeto aprovado na Câmara tem um significado importante no sentido de preservar o comércio de vizinhança, que é fundamental para o desenvolvimento das nossas comunidades.”

O prefeito garantiu que as diferentes opiniões foram consideradas. “Os que defendem uma posição contrária dizem que o projeto teria impactos no desenvolvimento da cidade. Afetaria o conceito da livre iniciativa. Eventualmente ele poderia simbolizar um retrocesso”, pondera. “Os favoráveis dizem que seria importante para assegurar a sobrevivência dos mercados dos nossos bairros. Para manter os empregos nesses mercados. Recuperaria os valores da espiritualidade, da vida familiar, da vida comunitária.” A intenção do Executivo seria mediar os interesses.

Pela manhã, representantes de 12 entidades, favoráveis e contrárias à medida, estiveram novamente no gabinete do prefeito para debatê-la. Como ocorrera no primeiro encontro, em 1º de setembro, a hipótese de realização de uma consulta popular para saber a opinião dos hamburguenses foi cogitada. Zimmermann explicou, no entanto, que de acordo com a Lei Orgânica do Município compete à Câmara convocá-la. “Não cabe ao Executivo uma iniciativa nesse sentido.”

Como ficam os horários

Agora, os mercados só podem operar de segunda-feira à sábado das 7h30min às 21 horas e aos domingos das 8 às 12 horas. Os estabelecimentos que descumprirem o horário ficam sujeitos à multa de duas mil URM (Unidade de Referência Municipal). Como atualmente cada uma representa R$ 1,9562, a punição chega a quase R$ 4.000. Nos casos de reincidência a multa é dobrada e persistindo o descumprimento da lei o mercado pode ser até fechado. A regulamentação deve levar 90 dias.

Novas regras para licenciamento

Tarcísio Zimmermann anunciou também o início do debate sobre novas regras para licenciamento de atividades comerciais em Novo Hamburgo. “Várias cidades do país têm uma legislação que estabelece regiões em que podem se instalar estabelecimentos que tenham porte capaz de impactar na atividade daquele espaço”, argumenta o prefeito. A primeira audiência pública sobre o tema deve ocorrer no dia 17 de setembro.

A nova legislação estabeleceria que lojas com mais de 1,5 mil metros quadrados passem a ser construídas em um perímetro de 300 metros a partir das margens das rodovias que atravessam o Município. Um estudo de impacto de vizinhança nas infra-estruturas urbana e de comércio também antecederia os empreendimentos, na tentativa de reduzir o fluxo de veículos nas áreas centrais. A idéia inicial, conforme Zimmermann, é do Legislativo. “Estamos acatando uma sugestão da Câmara de Vereadores.”

SAIBA MAIS SOBRE A POLÊMICA

Executivo promove debate sobre horário de fechamento dos mercados

Tarcísio tem até 09 de setembro para decidir sobre horário dos mercados

O que fazer se os mercados fecharem mais cedo em Novo Hamburgo?

Horário dos mercados: “Tivemos que nos unir antes que fechássemos”, dizem comerciantes

Prefeito não antecipa posição sobre horário de fechamento dos mercados

Vereadores hamburguenses confirmam restrição ao horário dos mercados

Vereadores votam em segundo turno fechamento dos mercados mais cedo

Aprovada em primeiro turno restrição ao horário de funcionamento dos mercados

Vereadores decidem restringir ou não atuação de mini, super e hipermercados

Em discussão, o horário dos hipermercados

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26 comentários

  1. Elton Passos
    9 de setembro de 2009

    Senhor prefeito
    Parabéns pela sua atitude e coragem, minha familia trabalha com pequeno comércio. Obrigado sou seu eleitor com certeza. Elton Passos 35955575

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  2. André
    9 de setembro de 2009

    Parabéns á política da falida cidade nacional do calçado! Grandes leis para melhoria da cidade… O prefeito e os vereadores ELEITOS PELA MAIORIA, fizeram um lei para A MINORIA! Parabéns Tarcísio!
    Lógico que isso irá ajudar o pequeno comércio, pois veja bem, o consumidor só vai no grande por causa do horário! não por causa dos preços. EX: um mesmo refrigerante no minimercado custa R$ 3,50, e no Hiper custa R$ 2,30… mas o consumidor acaba comprando no Hiper não pelo preço, mas pelo horário de funcionamento… Pequenos mercados: o consumidor não compra nos grandes por causa do horário, mas sim pelo preço. Seja menos ganancioso, faça preços mais atraentes, não tente arrancar os olhos do consumidor, que você também terá muitos clientes… Não procuramos horário de funcionamento, mas sim o MENOR PREÇO, coisa que vocês não tem!

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  3. Lucas Dias
    9 de setembro de 2009

    Rídiculo, retroceder no tempo!!
    Enquanto as grandes cidades tem mercados aberto 24 horas, Novo Hamburgo diminui o horário de funcionamento.
    Coisa de cidade pequena, mente pequena. Não vai ser por funcionar em tempo reduzido que os pequenos mercados irão crescer nas vendas.
    Falta de respeito com o consumidor!!!

    Responder
  4. Fernando Robinson
    10 de setembro de 2009

    Essa é a maior bobagem que já vi alguém fazer na prefeitura dessa cidade. Estão pensando nos pequenos comerciantes gananciosos que cobram, as vezes, o dobro do preço de um hipermercado e não estão pensando nas dezenas de empregos que serão descartados nas escalas variadas desses grandes estabelecimentos. Agora vão encher o bolso dos hypermercados de cidades vizinhas e esvaziar nossos bolsos nos postos de gasolina, pois eu não vou pagar 3,50 por uma garrafa de coca-cola num buteco de vila!

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  5. Tiago
    10 de setembro de 2009

    Eu não acredito que ele fez isso….
    Ele entrou na PMNH só para destruir tudo o que foi organizado e construído…
    Parabéns “Prefeito”…daki um pouco mais de 3 anos…a gente te tira a tapas dai…

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  6. Denis Campos Uchôa
    10 de setembro de 2009

    Era só o que faltava, além de não gerarem novos empregos, extinguem alguns que já existem, e como sempre, os pequenos são penalizados. Deixem trabalhar aqueles que querem, e os que não querem trabalhar coloquem nos albergues da Prefeitura. Que grande retrocesso! É lamentável.

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  7. Roberta
    10 de setembro de 2009

    Quanto será a bola que o prefeito está ganhando hein? deve ser um pouquinho maior que a dos vereadores…Isso é um absurdo…não foi bem essa atitude q era anunciada na campanha…”desenvolvimento a cidade”…hahaha isso é desenvolvimento???
    Estamos voltando ao tempo dos armazens, daqui a pouco a lei do escambo também será aprovada, deve ser o próximo projeto dessa gentinha que fica ai só mamando nas nossas costas…mais de meio ano de governo pra isso!!!
    E o povo que aguente…

    Responder
  8. Lucas
    10 de setembro de 2009

    Agora o prefeito também vai proibir os postos de gasolina abrirem aos domingos ? E os hotéis ? Porque esses estabelecimentos também abrem aos domingos !
    É uma piada termos uma prefeito com esse pensamento !
    Gostaria de saber, se os mercados de bairro, irão empregar os funcionarios mandados embora de seus empregos nos hipermercados !
    E os funcionarios que não querem trabalhar aos domingos nos hipermercados, por que não procuram outro emprego ? Garanto para vocês que existem muitas pessoas que gostariam de estar nos seus lugares, pois elas estão desempregadas !
    Quem apoia este tipo de lei, é a minoria, pois a maioria, está preocupada com o desemprego, com os gastos do dia a dia…
    E agora o prefeito ainda quer realocar novos investidores !
    Pelo amor de Deus prefeito !
    Agora as fabricas de grande porte e empreendimentos terão que colocar seus predios na beira da BR 116 e RS 239 ??? Isso é loucura !
    Quem sabe colocamos tambem o shopping lá ! O que o senhor acha disso ?
    Pelo visto, esqueceu que o nosso shopping, pertence ao Bourbon ! Creio que os hipermercados não irão ficar de braços cruzados, e irão tomar atitudes que prejudicarão muito a nossa cidade !

    E o povo que continue pagando por atitudes impensadas de certas politicos !!!!!

    Responder
  9. Pedro Paulo
    10 de setembro de 2009

    Não entendi?!? O procurador não disse que a lei era inconstitucional? Mesmo assim foi promulgada? Ué, pode se fazer uma coisa inconstitucional?

    Responder
  10. Adriana
    10 de setembro de 2009

    “…assegurar a sobrevivência dos mercados dos nossos bairros (na marra? Baixa o preço!). Para manter os empregos (como é que é?) nesses mercados (1 ou 2). Recuperaria os valores da espiritualidade, da vida familiar, da vida comunitária (divagou).”
    Credo! Sem comentários.
    Legal! Vou ter que acordar mais cedo domingo pra ir no mercado. Que evolução!
    Qdo disseram q a cidade ia mudar os horarios dos mercados achei que abririam 24h. hehehe

    Responder
  11. Risadinha hahahaha
    10 de setembro de 2009

    hahahaha.. Toma! Ele já não anunciara a sua decisão anteriormente, porque estava com rabo preso, pois nao teria mais o apoio dos vereadores da sua bancada, em seus “futuros projetos”.

    Ai vem com papo de que quer ouvir os dois lados da questão, que dois lados? Eu não fui perguntado e sempre manifestei aqui nos veículos da cidade minha opinião, mas ela não conta, como as das pessoas que terão que ser obrigados a PAGAR pra ter algo, que em qualquer cidade do país isto não existe e nos inumeros desempregados que tinham um emprego digno. Pro inferno estas leis que só nos fazem retroceder e se sentir nos tempos das cavernas. Século XXI tá ai, mas muita gente ainda quer viver como era em 1950.

    Bem feito pra cidade! Não sabe votar! Vota em qualquer um, tem mais que se quebrar mesmo! Este é o prefeito que a cidade merece, prefeito que pensa no “POVO”!!! hahaha

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  12. Joey
    10 de setembro de 2009

    PARABÉNS PREFEITO!!!!

    Mostrou que tem opinião, firmeza e respeito a tua história política! Não dá para se pautar por um jornal ou meia duzia de multinacionais. O futuro mostrará aos contrários à proposta o seu acerto.

    Responder
  13. tatiane
    10 de setembro de 2009

    OS NOSSOS GOVERNANTES NÃO TEM VERGONHA NA CARA SE 80% DA POPULAÇÃO VOTOU POR OS HIPER CONTINUAREM ABERTOS PQ ELES FORAM CONTRA. ISSO É UM VERDADEIRO TAPA NA CARA DA SOCIEDADE. ESSES DONOS DE MINI MERCADOS ESTÃO TODOS RICOS E SEUS MERCADOS SÃO UNS LIXO QUE AS VEZES NÃO PASSA NEM UM CARRINHO NO CORREDOR E OS PRODUTOS SÃO CAROS E DE MA QUALIDADE. E QUANTO AO ATENDIMENTO ENTÃO NEM SE FALA.

    Responder
  14. tatiane
    10 de setembro de 2009

    SR PREFEITO SERÁ QUE O SR. NÃO PENSOU NA POSSIBILIDADE DAS PESSOAS IREM ATÉ SÃO LEOPOLDO PARA FAZER SUAS COMPRAS E GERAR ARRECADAÇÃO DE IMPOSTOS PARA CIDADE VIZINHA . POIS E ISSO QUE VAI ACONTECER JA QUE SL NÃO É TÃO LOMGE E TEM UM HIPER BEM NA DIVISA DOS MUNICIPIOS.

    Responder
  15. Izadora
    10 de setembro de 2009

    Uma pequena história sobre trabalhar em domingos,feriados,a noite:
    -Tenho 48 anos, possuo casa própria, assim como meus pais e irmãos.Como adquirimos estes bens? Trabalhando…e muito!Lembro quando pequena,meu pai trabalhar de madrugada,sabados e domingos para dar conforto, escola,alimento para todos nós.Não existia bolsa disso…bolsa daquilo…tinha que trabalhar mesmo!
    Como tudo mudou, mas principalmente a mentalidade do povo.Quer ter tudo, mas não quer trabalhar, muito mais fácil ganhar de “mão beijada”!!!
    Acorda povo!!!!! Acordem políticos!!!
    E deixem quem realemente quer trabalhar…TRABALHAR!!!!!!!

    Responder
  16. Lucas
    10 de setembro de 2009

    Me pergunto: por que o prefeito não fez como o prefeito de Porto Alegre em relação ao Pontal do Estaleiro, e não levou essa lei para ser em voto popular ???
    E outra, igreja dar opinião em um assunto desses e o prefeito levar isso como um dos argumentos fortes para aprovar a lei ?? Em que mundo estamos ? Voltamos a viver sobre as “leis” da igreja ?? Agora me respondam uma coisa: teremos que abrir mão do nosso direito de ir e vir, para acatarmos a tal lei ?
    O prefeito está impondo leis que fecham portas para a cidade de NH crescer ! Ou vocês acham que esses mercados de bairro irão baixar seus preços, dar emprego aos que ficarem desempregados ou quem sabe, investir nos seus estabelecimentos para deixa-los mais atraentes ou mais espaçosos ?
    Já que o prefeito se preocupa tanto com a vida comunitaria, a vida familiar, por que ele não vai para Itaqui, onde fui passar uns dias visitando parentes, e olha as praças publicas que tem por lá ? A cidade de NH não possue lazer algum..
    Se você vai tomar um chimarrão em alguma praça, tem aqueles que ao inves de tomar uma erva (chimarrão), preferem fumar outra erva (maconha) .
    Não foi a toa que não votei e nunca irei votar em qualquer politico do PT !
    Não se esqueçam, que o Lula “acabou” com NH ! Levando somente em consideração os nordestinos !
    Espero que repensem quando forem votar novamente !
    Espero que o povo escolha melhor os seus eleitos !

    Responder
  17. Izadora
    10 de setembro de 2009

    …É verdade Lucas!
    Nossas fábricas de calçados foram todas para o nordeste, justamente porque nossos políticos só deram incentivos a esta região.Aqui um dia foi a “Capital do Calçado”…chamaria hoje da “Capital da Quebradeira”!
    E pelo andar da carroagem a tendencia é ficar cada vez pior.Estou até imaginando, nossa cidade igual aqueles filmes de foroest…só vento e 1/2 dúzia de pessoas.Basta dar uma voltinha pela cidade a noite, nenhuma viva alma, mas vá a São Leopoldo e veja que diferença.Parabéns Prefeito de NH…a cidade vizinha e seu Prefeito agradecem!

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  18. Diogo
    10 de setembro de 2009

    Vergonha morar numa cidade que defende a exploração da população por meia duzia de ricos empresários que possuem mini mercados e cobram os olhos da cara, além de muitas vezes não registrarem seus funcionários e não fornecer nota fiscal. Alguma coisa tem por de trás deste absurdo… Acho que o prefeito nem vai passar na rua… Parabéns para São Leopoldo.

    Responder
  19. Marco Antonio Boccasius Johann
    10 de setembro de 2009

    Várias questões devem ser colocadas e avaliadas nesse polêmico projeto dos mercados. Em primeiro lugar, colocar todo o peso dessa decisão sobre o Prefeito, como se ele fosse o único protagonista dessa ação, é uma injustiça sem tamanho. Pior que isso, é o que certo veículo de comunicação colocou em seu edital, responsabilizando-o por eventuais consequências negativas que esse projeto pode trazer a Novo Hamburgo. Ora, esse projeto foi votado e aprovado em dois turnos pela Câmara de Vereadores. Não é nenhuma decisão pessoal. É, sim, uma decisão política e ideológica, onde o Prefeito foi coerente com sua linha de pensamento, seguindo as posições dos vereadores identificados com suas convicções. Queriam o quê? Que o prefeito atendesse os anseios dos grandes grupos econômicos, que, por detrás de uma falsa liberdade de escolha, preocupam-se nada mais que lucrar o máximo possível? Porém, o que mais me choca, e, de certa forma, me revolta, são alguns dos argumentos levantados por quem é contra o projeto. Estão crucificando os pequenos comerciantes, adjetivando-os como vagabundos, exploradores e retrógrados, pelo fato de não querer trabalhar em domingos à tarde, como se isso fosse sinônimo de falta de vontade. Também os acusam de falta de investimento para tornarem-se grandes, como se fosse pecado não querer ser rico. A propósito, onde os donos das grandes redes de hipermercados passam os domingos à tarde? Aposto que não é detrás de uma caixa registradora ou empacotando compras. Desde quando uma cidade precisa de hipermercado para atrair turistas? Será que é tão difícil assim programar as compras com 4 ou 6 horas de antecedência? E os (sub)empregos alegados? Será que tudo justifica a geração de empregos, em detrimento da qualidade de vida? Se assim for, que descriminalizem o tráfico de drogas, os desmanches de carros, a prostituição infantil, os bingos, o jogo de bicho, e outras atividades contra a lei, pois geram muito mais empregos que esses hipermercados. O comodismo não pode ter esse custo social. É fácil opinar sem conhecer as dificuldades de quem é atingido pelo poder dos grandes, pois muita gente olha somente para seu umbigo. Difícil é remar contra a maré, que é colocada na mídia com interesses paralelos, que levam as pessoas a acreditar que tudo pode, tudo é livre, e todos são têm as mesmas condições ao “sucesso”, basta trabalhar. Isso é a ideologia capitalista selvagem, que vende a idéia de felicidade pelo consumismo, pela alienação e pela falsa democracia. Não votei nesse Prefeito, tampouco em qualquer vereador eleito. Porém, quero parabenizá-lo pela decisão, pois respeitou a vontade da maioria dos vereadores, que, de forma democrática, aprovaram o projeto, e, acima de tudo, honrou com sua convicção de humanidade e relações sociais. Apenas não concordo com o argumento religioso, pois foi-se o tempo quando o estado era comandado pelo clero, mesmo concordando que domingo é para descanso e lazer. O argumento que outros estabelecimentos funcionam aos domingos não servem como parâmetro para essa discussão, pois esses são essenciais à comunidade, e seus trabalhadores são remunerados para tal, em diferentes condições de trabalho. Retrógrado é trabalhar em domingos à tarde, é prejudicar os pequenos, é explorar os empregados, é fazer turimo em hiper, é ameaçar em deixar a cidade, é preocupar-se unicamente em seu conforto, é opinar sem conhecimento. Para finalizar, não foram os hipermercados que aqueceram a economia na cidade. Eles só vieram para cá porque a cidade já se mostrava uma cliente em potencial. Ou alguém se ilude do contrário?

    Responder
  20. Caroline
    11 de setembro de 2009

    Como as pessoas são ignorantes, o que tem a ver fechar postos e farmácias…falando esse monte de besteiras por causa de meio dia de expediente nos mercados.Tudo é uma questão de se adaptar, vcs estão acostumados a ter todos como escravos pra hora que vcs quiserem utilizar, vão trabalhar lá pra ver!
    A insatisfação dos funcionarios das grandes redes se vê no próprio rosto, no mal atendimento prestado a gnt, alguns parecem que vão morrer se fizerem uma cara bonita e serem mais ageis.
    Quanto a economia da cidade, tudo está indo embora, para o bolso dos donos das grandes redes, como a WalMart…

    Está certo o prefeito…e os donos de mercados se preocuparem com estas questões!

    Responder
  21. Lucas
    11 de setembro de 2009

    Caro Marco Antonio !
    Não concordo com a tua opinião sobre o peso colocado sobre o prefeito. Foi ele sim, quem assinou e colocou está lei em vigor ! Se você trabalha em uma empresa e um funcionario seu, leva um projeto e você não concorda com ele, você vai aprovar o projeto ? Sendo que o mesmo só irá trazer beneficios para alguns ?
    Dizer que os donos de mini mercados não trabalham aos domingos e que eles não querem ser ricos ? Faça uma pesquisa de preço e verás que muitas mercadorias em mini mercados, são muito mais caros do que nos hipermercados !
    O senhor disse que não votou no prefeito e nem em nenhum dos vereadores, mas concorda com essa lei imposta, mesmo mais de 80% da população não concordando com isto ?
    O senhor disse que os hipermercados só vieram para cá, porque a cidade já demonstrava ser um cliente em potencial. Pois bem, o senhor não acha que com essa nova lei, Novo Hamburgo está fechando portas para novos empreendimentos ?
    Já falei anteriormente, temos outras maneiras de ajudar os mini mercados a sobreviverem e esta não é uma delas .

    Cara Caroline !
    Você coloca que as pessoas estão falando que tem que fechar postos de combustiveis, farmacias..mas você não concorda que isso da margem para os funcionarios tomarem atitudes como esta ?
    Você falar em escravidão acho que é muito pesado !
    Acho que não tens ideia do que é escravidão !
    Essas pessoas estão sendo remuneradas por isso, tem direito a ferias e 13° salario .
    Como já falei anteriormente, se as pessoas que trabalham nos hipermercados acham injusto o seu trabalho, que saiam e deem a sua vaga para outra pessoa que precisa !
    Você diz que a economia está indo embora para o bolso dos donos de hipermercados, certo ? E o dinheiro que gastas nos mini mercados, vai para onde ? Para o bolso dos donos dos mini mercados !
    Isso não é justificativa !
    Já pensaste pra onde vai o dinheiro que abastecemos o nosso carro ? Vai para o bolso do(s) dono(s) da Petrobras !
    Novo Hamburgo está retrocedendo !
    Falei com um amigo de Porto Alegre esses dias, e ele me disse que estão abrindo um mercado 24h lá . Quando falei sobre o que estava acontecendo aqui, ele não entendeu como uma cidade quer crescer, evoluir, tomando uma atitude dessas .

    Como falei para o Marco Antonio, falo para a Sra., creio que ha outras maneiras de ajudar os mini mercados e não prejudicar quem não concorda com esta nova lei (que é a grande maioria da população) .

    Peço desculpas se dei a entender que estou sendo ofensivo, cada um tem a sua opinião e só quero tentar entender o seu ponto de vista .

    Grato

    Responder
  22. Marco Antonio Boccasius Johann
    11 de setembro de 2009

    Quanto mais argumentos escuto e leio contra o projeto dos mercados, mais convicto fico da falta de conhecimento ou má vontade de algumas pessoas. Comparar preços entre grandes redes e pequenos comerciantes beira o ridículo. De mais a mais, quem tem contato quase que diário com ambos estabelecimentos, pode confirmar que essa diferença de preço alegada não é totalmente verídica, pois muitos (e muitos) produtos em pequenos estabelecimentos são mais acessíveis que nos hipermercados. Sem contar que o relacionamento vendedor-cliente é mais que uma relação puramente comercial, nas “vendas” das vilas. Pelo jeito, muita gente nunca ouviu falar do “caderninho”, do “pendura”, do “fiado”, práticas que os hipermercados sequer cogitam, a não ser com o uso do cartão de crédito, um dos símbolos do consumismo. Ninguém está proibindo ninguém de continuar comprando nos hipermercados; apenas regrando horários. Cada um paga o quanto quizer, ou o quanto pode. A economia dever um meio na busca do bem comum, e não o fim. E como tal, ela faz parte das relações sociais, identificada também no comércio. Não é atacando e desqualificando os pequenos comerciantes que se constrói uma discussão profícua e democrática. Outra questão que deve ser levantada é sobre os percentuais das pesquisas. Onde são feitas? Quem está opinando? O que está sendo divulgado (filtrado)? Quem tem acesso a essa pesquisas? Como são colocadas as perguntas?

    Responder
  23. Malu
    11 de setembro de 2009

    Caros conterraneos!
    O problema desta nova lei não é o fato de que preços os hipermercados ou mini mercados vendem os seus produtos.Também não é quem ganha mais ou menos.O fato é que tiramos o direito dos proprietários destas empresas de abrir seus estabelecimentos nos horários que bem entendem, consequentemente nos proibindo também de irmos as compras em horários que nos convém.
    Enquanto outras cidades crescem, criando estabelecimentos que funcionam 24 horas,a nossa anda para trás.
    Agora é muito simples solucionar toda esta polemica: quem não estiver satisfeito que se mude para outra cidade.E viva o regresso de NH!!!!!
    a futura “Capital Fantasma”!!!!

    Responder
  24. Fernando Lessa
    11 de setembro de 2009

    Eu me pergunto o que mais os mini-mercados querem para facilitar a sua vida.

    Se os mini-mercados querem mais competitivade eles que façam investimentos para melhorar seus serviços. Enquanto os grandes são grandes porque pensam um pouco mais na qualidade e fazem grandes investimentos nisso. Os consumidores é que irão arcar com isso e a cidade. Ninguém se sobresai porque não se diferencia.

    Por repúdio jamais irei comprar em mini-mercados, e quando for para comprar aos domingos irei a São Leopoldo.

    Concordo com Fernando Robinson.

    E essa minoria, fico pensando, quem são vocês para inferirem no meu horário e onde eu devo ir para comprar o que bem entendo?

    Argumentos pouco convicentes e os problemas apresentados são verdadeiros, mas a solução não é na restrição. Mais uma vez estamos resolvendo um problema com uma “solução” para outra coisa.

    E em relação a escravidão e o não pagamento dos salarios corretamente… concordo com o Lucas. E todo trabalhador tem seu sindicato – todo mundo precisa do seu dinheiro – para lutar por seus direitos.

    Qual vai ser a próxima área a fechar nos finais de semana?

    Responder
  25. Diogo
    12 de setembro de 2009

    Novo Hamburgo agora tem a máfia dos mini mercados para explorar o povo!!! Vamos lutar contra isso!!! Não comprem em Mini mercados! Vamos nos unir contra quem quer roubar nosso direito de comprar onde quiser e de quem quiser… Aqui não é Havana!

    Responder
  26. Marcelo
    12 de setembro de 2009

    Não importa se o prefeito aprovou uma lei criada pelos vereadores, porque ambos deveriam se preocupar com problemas que realmente são importantes
    como:
    segurança
    saúde
    habitação
    educação
    transito
    turismo
    Nossssssssaaaaa…vcs não acham que estes setores acima tem muito mais problemas a serem resolvidos?
    Por favor, trabalhem…façam algo que ajude o povo! Não é justamente este o partido que diz se preocupar “tanto”com o povo!O que demonstrou com esta atitude foi ajudar uma minoria.Não somos trouxas sabemos que existe uma empresa maior por trás disto tudo, uma empresa forte!

    Responder

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