Quem tem desprezo pelo conhecimento jamais chega à Presidência, diz Lula

A frase foi em resposta a um professor que questionou uma entrevista onde o presidente afirmou que não lê notícias por que tem problema de azia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 08, na coluna O Presidente Responde, que “na democracia, quem tem desprezo pelo conhecimento jamais chega a presidente da República”. Ele respondeu à pergunta de um professor de Fortaleza (CE), para quem Lula não lê jornais e tem desprezo pelo conhecimento e pelo saber. 

Em janeiro, em entrevista à revista piauí, Lula havia dito que não lê notícias por que tem problema de azia. Na resposta ao leitor de Fortaleza, ele explica que recebe todas as manhãs um panorama de tudo o que foi tratado pela imprensa. Conta também que, ao longo do dia, continua recebendo informações de ministros, lideranças políticas, empresariais e trabalhistas e de questões nacionais e internacionais que saíram na imprensa.

Sobre os jornais, Lula diz, que “alguns deles parecem ter se especializado apenas em notícias negativas, de modo que se tornaram capengas, deixando de transmitir as variadas dimensões da realidade”.

Em relação ao saber, Lula responde ao leitor que, mesmo sem poder ter tido uma educação formal, ele tem feito muito mais pela educação do que governantes que tinham “coleções de diplomas”. E lembra que que com os recursos do pré-sal o governo irá criar um fundo para investir na educação e na inovação tecnológica.

Na coluna semanal O Presidente Responde, Lula responde a três perguntas encaminhadas por leitores a jornais cadastrados. Outro assunto tratado na coluna de hoje é a correção dos juros do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Lula explica que para aumentar os juros das contas, seria preciso aumentar os juros dos financiamentos habitacionais que usam recursos do FGTS. Para isso, como saída, foi criado em julho de 2008 o fundo de investimento do FGTS que investe parte dos recursos nos setores de energia, rodovias, portos, hidrovias e ferrovias. “O rendimento, neste caso, pode chegar a 9% anuais, crescendo o bolo do FGTS e, portanto, a conta de cada um dos trabalhadores”, diz o presidente.

 Agência Brasil

Foto: Antonio Cruz/ABr

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