Vôo 147 Air France: Primeiro corpo é trazido à superfície

Restos mortais de um passageiro foram levados a bordo. Diferenças de pressão e temperatura podem deteriorar ainda mais os corpos.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

A polícia francesa anunciou nesta quinta-feira, dia 05, o resgate do primeiro corpo içado dos destroços do vôo 447 da Air France, que caiu no Atlântico em 2009, quando faria a rota Rio-Paris.

“Submerso durante quase dois anos a uma profundidade de 3,9 mil metros, o corpo, ainda preso ao assento do avião, está deteriorado”, diz um comunicado da Direção Geral da Polícia Militar francesa (DGGN, na sigla em francês).

As autoridades militares, que realizam as tentativas de resgate dos corpos do avião da Air France, informaram que “os restos mortais de um dos passageiros foram levados a bordo do navio Ile de Sein no início da manhã desta quinta-feira”. “Coletas foram efetuadas pelos investigadores da polícia a bordo e serão encaminhadas na próxima semana, juntamente com as caixas-pretas do avião, a um laboratório de análises a fim de determinar a possibilidade de uma identificação por meio do DNA”, acrescenta a DGGN.

O comunicado afirma ainda que a tentativa de resgate dos corpos está sendo efetuada em condições “particularmente complexas e inéditas”. “Grandes incertezas continuam existindo em relação às possibilidades técnicas de levar os corpos à superfície”, diz o texto.

O resgate dos corpos divide os familiares das vítimas. Alguns preferem que os restos mortais de seus parentes sejam deixados no local do acidente e consideram que o resgate seria “uma violação de suas sepulturas”.

O resgate de corpos está sob a responsabilidade da Justiça francesa. O acidente com o avião da Air France matou 228 pessoas. Apenas 50 corpos foram encontrados logo após o desastre, sendo 20 deles de brasileiros.

Possíveis problemas

Segundo os especialistas, os corpos podem não resistir às mudanças de temperatura da água quando forem içados. Além disso, a fortíssima pressão da água a quase 4 km de profundidade mantém a estrutura corporal coesa na água.

A diminuição da pressão, quando o corpo é içado, pode causar o deslocamento dos ossos, disse recentemente à BBC Brasil o coronel François Daust, diretor do Instituto de Pesquisas Criminais da Polícia Militar francesa (IRCGN, na sigla em francês).

Informações de Estadão

FOTO: reprodução

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