Ditador líbio anuncia “trégua imediata”

Ministro das Relações Exteriores justifica posição dizendo que o país obedeceu à ONU e tem como objetivo proteger civis.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

O governo de Muamar Kadhafi ordenou uma “trégua imediata”, interrompendo todas as operações militares contra os rebeldes já nesta sexta-feira, dia 18.

A decisão foi tomada depois de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que permitia o início de uma ofensiva militar contra as tropas da Líbia, aprovada na quinta-feira, 17, embora o governo tenha anunciado que pretende cumprir o cessar-fogo. Em resposta imediata, o ditador líbio disse que transformará em um inferno a vida de qualquer um que atacar o país.

O anúncio da trégua foi feito pelo ministro líbio das Relações Exteriores, Mussa Kussa, depois que o Conselho da ONU aprovou o texto que previa a adoção de “todas as medidas necessárias” – com exceção única de uma ocupação militar – para proteger os civis líbios. Depois da resolução, forças do Ocidente já preparavam uma ofensiva aérea sobre o país.

O ministro Kussa apresentou uma posição inusitada ao tentar explicar o cessar-fogo: disse que o país obedeceu à ONU porque é um de seus integrantes (apesar de ter extenso histórico de violação das determinações do organismo) e que seu objetivo central era “proteger civis” (apesar dos repetidos bombardeios contra posições rebeldes em regiões habitadas por inocentes).

Após o anúncio, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores francês, Bernard Valero, ressaltou que ainda é preciso manter a cautela. “Kadhafi agora está começando a ficar com medo, mas a ameaça na Líbia ainda não mudou”, apontou.

Reação internacional

França, Grã-Bretanha, Catar e Noruega confirmaram na manhã desta sexta-feira que participarão das intervenções militares na Líbia. As operações internacionais, que incluem ataques e a implementação de uma zona de exclusão aérea, aconteceriam “em algumas horas”, segundo o porta-voz do governo da França, François Baroin.

Fontes diplomáticas francesas disseram que os Estados Unidos e um dos estados árabes podem se unir à operação, e a cooperação seria detalhada em uma reunião que Sarkozy espera realizar neste final de semana. O governo espanhol colocará à disposição da Otan duas bases militares e outros recursos, sob prévia autorização do Parlamento. O anúncio foi feito nesta sexta pela ministra espanhola da Defesa, Carme Chacón.

Já o governo alemão informou que não participará da operação militar contra a Líbia, mas está disposto a substituir com seus soldados os de outros países que saírem do Afeganistão para ir para o norte da África. A Alemanha deve propor a seus parceiros na Otan que técnicos militares das Forças Armadas alemãs (Bundeswehr) substituam especialistas de outros exércitos para operar as aeronaves Awacs de acompanhamento e espionagem aérea.

REFUGIADOS – Autoridades da ONU (Organização das Nações Unidas) afirmaram nesta sexta-feira que 300.000 pessoas já fugiram da Líbia. A população teme que as represálias por parte das forças de Muamar Kadhafi piorem com a ameaça das potências mundiais de atacar o país.

Segundo a porta-voz da agência de refugiados da ONU, Melissa Fleming, os números permanecem estáveis, com cerca de 1.500 a 2.500 pessoas por dia atravessando as fronteiras de Líbia. O porta-voz do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, Rupert Colville, ressaltou que a organização teme que represálias contra os líbios piorem o cenário.

Informações de Veja

FOTO: reprodução / Extra

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