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Documento relaciona “pontos estratégicos” de interesse norte-americano no Brasil

Cabos submarinos de telecomunicação em Fortaleza e no Rio de Janeiro, minas da Vale e as de nióbio localizadas em Araxá e Catalão estão na lista.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Um documento secreto assinado em fevereiro de 2009 pela secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, e divulgado pelo WikiLeaks, mostra que alguns recursos naturais brasileiros estão em uma lista de interesses estratégicos de Washington e são considerados “vitais” para a segurança nacional americana.

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O documento traz uma relação de cerca de 300 locais espalhados pelo mundo cuja perda “pode ter um impacto crítico na segurança econômica, saúde pública ou na segurança nacional dos EUA”. A recomendação de Hillary (foto) era para que todas as embaixadas produzissem uma lista onde há pontos “críticos de infraestrutura” e “recursos-chave” em cada país.

No Brasil, os locais relacionados foram: dois cabos submarinos de telecomunicação em Fortaleza (CE) e um no Rio de Janeiro, as minas de minério de ferro e manganês da multinacional Rio Tinto – que hoje pertencem à Vale -, e as minas de nióbio de Araxá (MG) e Catalão (GO).

Não constam da lista as reservas do pré-sal e nem os recursos biológicos da Amazônia, alardeados pelo governo brasileiro como locais que precisam ser protegidos da ameaça externa.

Os diplomatas americanos listaram também pontos de eventuais estrangulamentos no fornecimento de suprimentos usando como base três critérios: ligações físicas diretas (gasodutos, oleodutos, cabos de telecomunicações e pontes perto da fronteira americana), produtos e serviços controlados por outros países (matérias-primas essenciais para a indústria dos EUA) e locais de passagem fundamentais para comércio mundial (como o Canal do Panamá e os Estreitos de Ormuz, Gibraltar e Malaca).

O objetivo do documento secreto seria também manter um inventário, atualizado anualmente, dos locais fora dos EUA cuja perda poderia afetar a “saúde pública do país”, principalmente diante do temor de epidemias e ataques de bioterrorismo.

Por isso, a lista inclui também desde uma fábrica de soro antiofídico na Austrália até uma indústria de insulina na Dinamarca. Há ainda laboratórios farmacêuticos na Espanha, França e na Suíça – a Roche, que produz o Tamiflu, usado para combater a gripe suína, também foi incluída na relação.

Informações de Estadão

FOTO: reprodução

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