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Mineiros teriam feito pacto de silêncio e pedem respeito e paciência

Sete dos 33 mineiros informaram que existe um combinado entre eles para evitar dar detalhes sobre os dias debaixo da terra.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Em meio ao intenso assédio da imprensa mundial, alguns dos 33 mineiros que ficaram quase 70 dias soterrados na mina San José, no Chile, pediram à mídia neste domingo, dia 17, “respeito e paciência”.

Outros também confirmaram a existência de um pacto de silêncio para evitar contar, pelo menos por enquanto, detalhes de sua sobrevivência a mais de 600 m de profundidade.

Em seu primeiro contato oficial com a imprensa, sete dos 33 mineiros, protagonistas do extraordinário resgate da semana passada, informaram que existe entre eles um pacto de silêncio – o qual qualificaram de “segredo de Estado” – para evitar dar detalhes sobre sua façanha.

Ao mesmo tempo, no entanto, o mineiro Omar Reygadas desmentiu a existência desse pacto. Ao chegar ao acampamento Esperança, onde esteve junto a outros 12 companheiros para conhecer o local em que seus familiares permaneceram por mais de dois meses, o operário disse que o suposto acordo não existe.

“Não há pacto de silêncio. Não há nada a esconder. Lá dentro nós passamos como companheiros, nunca fizemos algo de que nos envergonhássemos”. Reygadas, assim como outros mineiros, pediu “respeito por eles e suas famílias” à multidão de jornalistas que se aglomerava no acampamento. “Por favor, me dêem espaço. Deixem-nos descansar um tempo até que, por fim, estejamos preparados para contar.”

No carro do mineiro Claudio Acuña, sua pequena filha chorava. Uma mulher que estava no veículo pedia que ela sorrisse. “Assim tiram fotos de você, vão embora e nos deixam em paz.”

Apesar de os mineiros presentes ao acampamento Esperança não demonstrarem receio em posar para as câmeras, quase todos rejeitaram taxativamente dar declarações à imprensa.

Até mesmo a polícia teve que intervir para permitir a passagem dos operários para que pudessem examinar alguns pertences deixados no acampamento, aos pés da mina San José, local do desmoronamento do dia 05 de agosto.

Operários querem publicar livro

No último sábado, 16, durante entrevista coletiva, o mineiro Juan Illanés, que atuou como porta-voz do grupo, implorou aos meios de comunicação que tivessem paciência e prudência ao informar. O operário também revelou que o grupo pretende escrever um livro sobre a aventura que viveram.

Ao menos três mineiros contatados pela agência de notícias France Presse confirmaram que há um pacto de silêncio, mas que ele diz respeito apenas aos fatos ocorridos nos primeiros 17 dias após o acidente, quando o mundo os dava como mortos.

Os três deram a entender que o acordo foi realizado por questões legais, de forma a não comprometer as investigações sobre a responsabilidade dos donos da mina no acidente.

Informações de portal R7

FOTO: Carlos Vera / Reuters

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