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Dinheiro arrecadado em entrevistas será partilhado entre os mineiros chilenos

Cada mineiro que conceder entrevistas estará representando todos; ofertas chegam ao valor de R$ 23 mil. Pagamento pelos direitos do diário de Segovia pode girar em torno de R$ 83 mil.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Ainda quando estavam presos na mina San José, os 33 mineiros resgatados no Chile na quarta-feira, dia 13, receberam propostas milionárias para conceder entrevistas, segundo o jornal chileno La Tercera.

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Por causa disso, o grupo resolveu fazer um pacto de igualdade: todo o dinheiro arrecadado depois do resgate para comparecer a programas de televisão ou para entrevistas será dividido igualmente. O acordo, que também incluiria a criação de uma fundação para ajudar mineiros com poucos recursos, foi estabelecido durante os 70 dias que eles passaram a cerca de 700 metros de profundidade e certificado por um tabelião na superfície.

“Decidiram que, se alguém for a um programa de televisão, irá representando todos e, por isso, o dinheiro é de todos”, disse ao la Tercera Cristián Ticona, irmão mais velho de Ariel, o penúltimo homem a ser retirado da jazida.

Ariel é um dos personagens que mais atraíram atenção da mídia pelo fato de sua mulher, Elizabeth, ter dado à luz a Esperanza enquanto ele estava preso na mina. Ariel assistiu ao nascimento por um vídeo enviado à jazida por seus parentes.

O pai do mineiro, Mario Ticona, reconheceu que foram feitos contatos com o Canal 13, a TVN e “outros canais internacionais”. Ele completou: “Está certo que os meninos cobrem para contar o que viveram. É necessário aproveitar esses momentos, para conseguir tirar algo de bom de tudo que viveram.” Outros familiares de Ariel asseguraram ao jornal chileno La Tercera que receberam ofertas de duas emissoras nacionais e outras internacionais que pagariam até US$ 14 mil (R$ 23 mil) por seus testemunhos.

Atenção às histórias

O resgate dos 33 homens atraiu centenas de correspondentes estrangeiros à região, além da atenção de espectadores de todo o planeta. Calcula-se que até 1 bilhão de pessoas acompanharam as imagens captadas pela TV estatal chilena.

Outro personagem que atrai o interesse da mídia é Raúl Bustos, que, nascido em Talcahuano, também sofreu neste ano o terremoto que atingiu o Chile em 27 de setembro. “Nos procuraram de todos os lados, mas disse que a decisão caberá a Raúl”, disse sua mulher, Carolina Narváez.

Víctor Segovia, que durante os dois meses soterrado escreveu um diário sobre a jornada dos mineiros, também tem recebido muitas ofertas para divulgar o documento, disse seu irmão Pedro. “Jornais da Holanda, canais da França e do Brasil e também do Chile fizeram ofertas. Agora as entregarei a Víctor para que ele decida. Ofereceram até US$ 50 mil (R$ 83 mil) pelo direito de seus textos.”

O irmão advertiu, no entanto, que Víctor “escreveu tudo sozinho”, o que colocaria em dúvida a hipótese de que os valores entrem na partilha comum dos 33.

Informações de portal Último Segundo

FOTO: reprodução / AP

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Um comentário

  1. 14 de outubro de 2010

    ola, acho perfeito o acordo entre os mineradores de dividir o dinheiro arrecadado, uma vez que as emissoras irão chamar um ou outro e não todos. E sendo assim aquele que não tiver oportunidade de ir, “não ganhará nada”, mas com o pacto tudo será diferente, e todos lucrarão, acho muito justo este acordo, pois todos sofreram igual com aquela situação, logo, todos terão direitos iguais…Boa sorte a todosss e a vida segue.

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