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China é a 2ª maior economia do mundo

Superando o Japão, os efeitos da guinada chinesa – o país cresceu 261% nos oito primeiros anos do século XXI – afetam mais a economia mundial do que a interna.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

A China superou o Japão como a segunda maior economia do mundo no segundo trimestre deste ano – e tudo indica que os chineses vão se firmar no posto até o fim de 2010.

Nos oito primeiros anos do século XXI, o crescimento econômico chinês atropelou o japonês. Segundo dados do Banco Mundial, a China cresceu 261% no período, enquanto o Japão, apenas 5%. Os efeitos da guinada chinesa já se fazem sentir na economia mundial – mais até do que dentro do país, sobretudo no que diz respeito à população mais pobre.

Parece emblemático que na virada da primeira para a segunda década do século XXI a China tenha superado o Japão – país que representou, justamente no início do século passado, um exemplo de crescimento vertiginoso com base em uma sólida estrutura econômica aliada à tecnologia. Uma corrente de analistas acredita que a China possa ultrapassar os Estados Unidos e alcançar o posto de maior economia do mundo dentro de 10 a 15 anos.

Os chineses já são os maiores importadores de carros do mundo e também os maiores produtores de aço. Foi o voraz mercado consumidor do país um dos pilares que ajudaram EUA e países europeus a saírem da recessão provocada pela crise financeira que abalou o mundo há dois anos.

Mas, enquanto no Japão e nos Estados Unidos o crescimento econômico se traduz em qualidade de vida para a população, na China a situação é muito diferente. A renda per capta dos japoneses é de 32.443 dólares por ano. E, nos EUA, de 46.436 dólares. Já no gigante asiático, a renda per capta é de 6.675 dólares por ano. A desigualdade social no país é flagrante – e ficou ainda mais acentuada com o crescimento vertiginoso. Na China, há dezenas de bilionários que se beneficiaram da abertura econômica das últimas três décadas, mas há também 1,3 bilhão de pessoas cuja renda está entre as mais baixas do mundo.

Enquanto os investimentos em infraestrutura fizeram das grandes cidades chinesas um exemplo de modernidade, nas áreas mais pobres do país a população vive em condições precárias – inaceitáveis no Japão e nos Estados Unidos. É claro que o crescimento chinês tirou milhões de pessoas da pobreza no país. Mas ainda há muito trabalho a ser feito. Nem de longe, a distribuição de renda na China se assemelha à do Japão.

A população japonesa continua entre as mais ricas do mundo. Mas o país sofre com o envelhecimento da população e o enfraquecimento da demanda doméstica. Aliados às sucessivas crises financeiras e à valorização do iene, esses fatores ajudaram a estagnar o crescimento japonês – e abriram caminho para a ascensão chinesa.

No Japão, a população parece resignada com a perda do posto para os chineses. Uma pesquisa conduzida pelo jornal Asahi, um dos maiores do país, revelou que mais da metade dos entrevistados (2.347) não considera que o Japão deva ser uma economia superpoderosa.

Informações de Veja

FOTO: reprodução

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