Conmebol muda punição, Corinthians terá torcida na Libertadores

Alvinegro poderá ter torcida já na quarta-feira, dia 13, contra o Tijuana, no Pacaembu. Porém, a torcida do clube não poderá ir a jogos fora de casa por 18 meses.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

?Após julgamento na tarde desta quinta-feira, dia 06, a Conmebol comunicou que a punição ao Corinthians de jogar com portões fechados na Copa Libertadores da América foi revogada.

Com isso, o time alvinegro poderá ter torcida já no próximo jogo, na quarta-feira, dia 13, contra o mexicano Tijuana, no Pacaembu. Em contrapartida, a torcida do clube não poderá comparecer a jogos fora de casa pelos próximos 18 meses.

A decisão, que deveria ter saído na quarta, foi adiada para esta quinta pelo Comitê Disciplinar da entidade sul-americana. O órgão foi formado pelo uruguaio Adrián Leiza, o colombiano Orlando Morales e o chileno Carlos Tapia. O presidente, Caio Cesar Vieira Rocha, por ser brasileiro, não participou do julgamento.

Na quarta passada, diante do Millonarios, da Colômbia, o Corinthians jogou com portões fechados – apenas quatro torcedores, com uma liminar judicial, entraram no estádio. Já na última quarta, em Tijuana, torcedores alvinegros entraram no estádio Caliente infiltrados na torcida mandante. Membros de uma facção organizada chegaram a estender uma faixa, mas a peça foi retirada pela polícia local.

A punição que imperava era uma medida cautelar da Conmebol, dada no dia 21 de fevereiro. O Corinthians havia entrado com um recurso para tentar anular a punição duas vezes e não obteve sucesso. O clube achou injusto ser o culpado pela morte do torcedor boliviano Kevin Beltrán Espada, de 14 anos, no duelo entre San José e Timão, em Oruro, na Bolívia, pela primeira rodada da Libertadores. O jovem morreu ao ser atingir por um sinalizador naval atirado por um torcedor corintiano.

Desde o dia do jogo, 12 corintianos estão presos em Oruro, indiciados como responsáveis ou cúmplices do homicídio.Em São Paulo, o menor H.A.M., 17 anos, apresentou-se à Vara da Infância e da Juventude de Guarulhos, assumindo ser o autor do disparo que matou Kevin.

A polícia boliviana, no entanto, ainda duvida das versões apresentadas pelo menor e pelos 12 indiciados e não define quando eles serão liberados para voltarem ao Brasil.

Informações de Terra

FOTO: reprodução / Terra

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