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Prefeitura de Bombinhas define detalhes do pedágio para turistas

Controle de quem permanece mais tempo na cidade será feito em parceria com hotéis e pousadas. A prefeitura ainda não sabe se os familiares de quem vive em Bombinhas serão tarifados.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

A partir da próxima temporada, o visitante que pretende ficar pouco tempo em Bombinhas deverá imprimir um boleto no site da prefeitura. Com o documento pago, será preciso apresentá-lo na chegada ao município para ter a passagem liberada para um dia de praia.

Esta é uma das definições que a administração da cidade já fez sobre o pedágio que poderá custar até R$ 100 aos turistas. O fluxo de veículos será monitorado em um espaço físico construído na única via de entrada e saída de Bombinhas. Para ninguém ser pego de surpresa, o pórtico disponibilizará estrutura para impressão e pagamento do tributo. Já o controle de quem vai se hospedar no município será feito em parceria com os estabelecimentos.

Quando o cliente imprimir o comprovante de reserva em um hotel ou pousada, receberá também o passe livre do pedágio – que é na verdade uma TPA – Taxa de Preservação Ambiental. Moradores fixos e aqueles que têm casa de veraneio na cidade não terão nenhum custo com o projeto, mas algumas dúvidas ainda permanecem no planejamento do tributo.

“Estamos cientes de que a medida é polêmica, mas nosso objetivo não é arrecadar dinheiro. Queremos preservar a cidade, que está em processo de esgotamento dos recursos naturais e de serviços públicos”, destaca a prefeita de Bombinhas, Ana Paula da Silva (PDT).

A taxa será cobrada por veículo e apenas na temporada de verão, entre os meses de dezembro e março. Além de estabelecer um valor para a entrada na cidade, a prefeitura informa que haverá limite de visitantes, o que ainda está sendo calculado pela pesquisa da Univali.

Após esse número máximo de pessoas por dia, mesmo pagando o turista não poderá desfrutar das belezas naturais de Bombinhas naquele período. A administração do município busca ainda um acordo com a vizinha Porto Belo para a construção da estrutura física do pedágio entre as duas cidades.

Ilhabela e Fernando de Noronha têm cobranças semelhantes

A Taxa de Preservação Ambiental é cobrada em outras duas localidades brasileiras. Em Ilhabela, município-arquipélago de São Paulo, o preço varia conforme o porte do veículo. Motos pagam R$ 2,50 e carros R$ 6,50, por exemplo. Todos os dias do ano o tributo é recolhido de quem não tem IPVA do município, e a cobrança ocorre cada vez que o turista sai da cidade, mesmo que seja apenas para um passeio breve em outra região.

Na cidade também há só uma entrada e uma saída, onde uma praça de pedágio recebe os valores. Ilhabela tem 30 mil habitantes, mas na temporada essa população flutuante salta para 100 mil pessoas.

– No começo a sociedade local questionou muito, mas quando se informaram melhor a aceitação aumentou. Os moradores não pagam o pedágio e os valores são investidos em melhorias – diz o secretário de Meio Ambiente de Ilhabela, Edivaldo Anizio da Silva.

Já em Fernando de Noronha (PE) existem duas tarifas, uma para cada parte do arquipélago. A área de distrito estadual, cerca de 30% do território, tem uma tabela de preços que varia de acordo com a estadia no local. Um dia custa R$ 45,60 por pessoa e 30 dias, R$ 3.762. Depois deste período só é possível permanecer na ilha com autorização do governo de Pernambuco.

Informações de ClicRBS

FOTO: Marcos Porto / Agencia RBS

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5 comentários

  1. julio
    16 de janeiro de 2013

    Uma vergonha para a prefeitura que não consegue arrecadar e o e a grande ideia dos gestores foi extorquir o turista e o visitante que digamos de passagem já paga muito caro por uma infra estrutura precária e de má qualidade. eu acredito que os moradores não se beneficiarão em nada com esse pedágio, pois os interteces é claro o nítido, desviar essa verba para os donos de hotéis restaurantes, esses senhores se esquecem da constituição brasileira e do direito de ir e vir. Prefeito de bombinhas cria vergonha na cara e vá trabalhar em prol da população que lhe elegeu para trabalhar. Essa é mais uma prova da vergonha que sentimos de nossos políticos que levam o nome da população ao lixo e afasta os turistas. faça sim um pedágio mas nos Hotéis pois cobram um valor dos mais altos do Brasil para usufruir da natureza sem investir um tostão se que e ainda subjugando o povo nativo das vilas de pescadores, pescadores estes duplamente explorado seja por esse tipo de coisa ou da industria pesqueira que depreda as costas com suas redes a menos de 50 metros das costa . vão criar vergonha e promover a cidade ao invés suja o nome da população, pois é isso que vai acontecer. Já que não há mais trabalho para esse povo pois a Ganancia de vocês não deixa, pelo menos desenvolva formas de fomentar o turismo e não de cobra pelo que não lhes pertence… a constituição garante o direito de IR e VIM de e pra onde quiser e for publico.

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  2. Vitor Andrade
    17 de janeiro de 2013

    Acho justo,pois muitos vão lá passam poucas horas e deixam muitos quilos de lixo na areia da praia.

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  3. Eliza Marcondes
    18 de janeiro de 2013

    Até acho justo o pagamento de uma taxa ao turistas que vão 1 dia nas praias, na maioria das vezes trazem comida de casa e acabam não gastando nada no município, assim não gerando tributo nenhum, mas também não acho justo o turista que fica cerca de 1 semana em casa alugada de particular ou pousada em bombinhas, consumir no município e não poder sair para passear nos municípios vizinhos pois tem que pagar a taxa todas as vezes que entrarem em Bombinhas mesmo ja pagando tributos por consumir no município. Talvez um sistema de estadia pela internet, independente se o turista ficar em hotel ou alugar casa de particular, que dê suporte ao pagamento apenas 1 vez ao turista que ficar mais de, sei la, 3 dias na cidade, e que por aquele determinado tempo use um cartao que deixe ele entrar em bombinhas após ter pago a primeira taxa, sem pagar mais até a data informada de sua saida, talvez. A idéia é muito boa para preservar nosso paraiso ecológico, mas tem que ser muito bem elaborada para não prejudicar ninguem.

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  4. enya lima
    20 de janeiro de 2013

    Concordo, se balneário Camboriu fosse assim não seria esse inferno no transito quanto nas vias de pedestre, em vez de ser um passeio e férias tranquilas se tornou um stress ficar em balneário. Apoio total á prefeitura de bombinhas.

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  5. Ricardo
    29 de janeiro de 2013

    Cobrar tudo bem se for pra fins de investimento na infraestrutura e meio ambiente mas 100 reais me parece uma forma de elitizar esta praia acho que o preço poderia ser acessivel a todos e não a uma pequena parcela da sociedade

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