Polícia prende Marcos Valério por dar fazendas fictícias como garantias

Em duas ações de execução, o empresário deu terras que não existem como garantia, durante o processo do mensalão.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

A operação Terra do Nunca prendeu nesta sexta-feira, dia 02, o empresário Marcos Valério, apontado como operador do mensalão, em Belo Horizonte (MG). Ele é suspeito de envolvimento em grilagem de terras.

O empresário e mais três presos pela mesma ação foram transferidos para Salvador a pedido da Justiça da Bahia.  A operação é realizada em três estados e tem como meta cumprir 23 mandados de prisão preventiva. Os pedidos de prisão apontam envolvimento dos suspeitos na aquisição de “papéis públicos”, para a “grilagem” de terras, ocorrida no município de São Desidério, oeste da Bahia.

A investigação da Polícia Civil foi iniciada em 1º de julho de 2005. Os inquéritos em tramitação na Bahia apontam o envolvimento dos suspeitos em “falsificação de documento público”, “falsidade ideológica”, “corrupção passiva” e “corrupção ativa”.

De acordo com o delegado Carlos Ferro, Valério deu como garantia, em duas ações de execução, terras que não existem em São Desidério. Isso teria ocorrido durante o processo do mensalão, segundo o delegado. Ferro afirma que a primeira foi uma ação civil, originária em Brasília, de uma empresa da publicidade, no valor de R$ 2 milhões. A segunda foi de execução por dívida para com a Receita Federal, no valor de R$ 158 mil, em julho de 2010.

Ainda segundo o delegado, Valério deu cinco fazendas como garantia, mas a irregularidade foi descoberta após consulta da Procuradora de Justiça de Minas Gerais sobre a veracidade da documentação e das terras. Ao investigar, o delegado afirma que descobriu que as propriedades só existem no papel e, por isso, Valério é também acusado de adquirir terrenos de forma fraudulenta e de falsidade ideológica.

DEFESA – De acordo com o advogado Marcelo Leonardo, que representa Marcos Valério, policiais civis da Bahia também prenderam três sócios do seu cliente. “É suficiente acreditar que a prisão é ilegal e não tem razão de ser, já que eles são citados e respondem a vários processos e têm residência fixa”, avalia Leonardo.

Informações de portal G1

FOTO: reprodução / AE

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