Confrontos em favelas pacificadas mostram que atuação de criminosos continua no Rio

Pelo menos três favelas registraram confrontos nesta madrugada, aumentando os casos mesmo sob proteção da Unidade de Polícia Pacificadora.

Da Redação redacao@novohamburgo.org(Siga no Twitter)

Na madrugada desta segunda-feira, 15, foi registrado pelo menos três confrontos em favelas pacificadas da cidade do Rio de Janeiro. O Exército, que ocupa temporariamente os Complexos do Alemão e da Penha até que seja instalada uma Unidade de Polícia Pacificadora – UPP na área, registraram a morte de um taxista na área, por volta da meia noite e meia. O taxista Alexandre da Graça foi abordado e morto por homens armados na Rua Roberto Silva, nas proximidades do Morro da Baiana, uma das favelas que integram o complexo. A suspeita é que ele tenha sido vítima de assalto.

As UPPs foram criadas em 2008, com o objetivo de ocupar favelas do estado e acabar com o controle desses territórios por quadrilhas armadas. Dezessete áreas da cidade, que incluem cerca de 50 favelas, já foram ocupadas por UPPs.

Outro registro de confronto foi no Morro do Turano, na Tijuca, favela da zona norte ocupada por uma UPP desde setembro do ano passado, policiais e moradores se enfrentaram por conta de uma festa na comunidade. De acordo com a assessoria de imprensa da UPP, policiais chegaram ao local da festa depois de receberem reclamações por conta do barulho e não obteve sucesso ao tentar convencer os organizadores a reduzir o volume do som. A situação fugiu do controle e um confronto foi iniciado no local, ainda segundo a polícia, os moradores agrediram os policiais com pedras, pedaços de pau e garrafas e os PMs responderam com disparos de armas não letais. Policiais do Batalhão de Choque foram chamados para conter o tumulto. Três soldados ficaram feridos e 13 pessoas foram detidas.

No Morro do São Carlos, favela da região central da cidade ocupada por uma UPP há três meses, policiais trocaram tiros durante a madrugada. Ninguém ficou ferido, mas policiais do Batalhão de Choque também foram chamados para reforçar o policiamento do local. Segundo a assessoria de imprensa da UPP, buscas estão sendo feitas na comunidade para tentar localizar os criminosos.

Mesmo com a criação das UPP, ocorrências recentes de violência mostram que a atuação de criminosos armados nessas áreas continua. Entre os casos ocorridos nos últimos meses, estão o ferimento de policiais por uma explosão de granada no Morro da Coroa e a execução de dois mototaxistas no Morro do Andaraí, ocorridos em junho, além dos assassinatos de uma mulher na Cidade de Deus e de um líder comunitário no Morro dos Macacos, em julho.

Com informações de Agência Brasil

FOTO: Ilustrativa

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