Carrefour recebe proposta de fusão com holding da Pão de Açúcar

Nova empresa, chamada de Novo Pão de Açúcar, teria participação de 30%, considerando os supermercados e hipermercados.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

O grupo francês Carrefour anunciou ter recebido uma proposta de fusão de ativos no Brasil com os da Companhia Brasileira de Distribuição – CBD, holding que detém as lojas do Pão de Açúcar, Compre Bem e Extra.

Segundo a nota divulgada pelo Carrefour nesta terça-feira, dia 28, a proposta foi apresentada na segunda-feira, 27, pela empresa brasileira Gama, que pertence ao fundo BTG Pactual, do investidor André Esteves, com o apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.

De acordo com a informação divulgada pelo Carrefour, a idéia apresentada é criar uma nova empresa, chamada de Novo Pão de Açúcar – NPA, a partir da fusão dos ativos do Carrefour no Brasil com os da CBD, em uma nova empresa controlada em partes iguais pelo Carrefour e pela CBD. A NPA teria 50% da filial brasileira do grupo Carrefour e 11,7% da companhia francesa no mundo, virando o maior acionista. Essa participação poderia crescer para até 17%.

Uma estimativa divulgada pelo Carrefour aponta que a proposta criaria “o maior player do mercado brasileiro”. De acordo com o grupo francês, a nova empresa teria um volume de negócios de aproximadamente 30 bilhões de euros em 2011.

Hoje, o grupo Casino tem 36,9% de participação no Grupo Pão de Açúcar e Abílio Diniz, 21,4%. Segundo o BTG, com a criação da empresa Novo Pão de Açúcar, o grupo francês teria 29,8% e o brasileiro 16,9%. O restante da nova empresa estaria dividido da seguinte forma: BNDESpar com 18%, BTG com 3,2% e 32,1% no mercado.

Maior inserção de

produtos brasileiros

Os acionistas dos grupos Pão de Açúcar, Carrefour, Casino têm prazo máximo de 60 dias para analisar a proposta de fusão, segundo a proposta apresentada. A operação também será submetida ao Conselho de Administração do BNDES. Caso os grupos cheguem a um acordo, o caso terá que ser levado também para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade.

O banco informou que enquadrou para análise uma operação de valor equivalente a até dois bilhões de euros (o equivalente a R$ 4,5 bilhões). Segundo o BNDES, “caso o projeto em questão se concretize, o referido grupo assumirá uma posição estratégica no Carrefour, um dos maiores varejistas globais, abrindo caminho para maior inserção de produtos brasileiros no mercado internacional”.

Operação garante serviços melhores e

preços mais competitivos, diz Diniz

A rede francesa é a segundo maior varejista do mundo, mas enfrenta graves problemas desde a crise financeira de 2008, que derrubou a economia européia, onde está mais de 70% da operação do grupo. A fusão seria uma solução ousada para ajudar o Carrefour a se reerguer. As sinergias e as reduções de custos potenciais poderiam ajudar a rentabilidade da empresa.

Em nota, Abílio Diniz, disse que a operação, se aprovada, garantirá aos consumidores dos dois grandes varejistas “serviços ainda melhores a preços mais competitivos”. Além de crescer no mercado interno, o empresário busca a internacionalização do grupo e deseja se tornar o maior acionista do grupo Carrefour no mundo. Segundo Diniz, a fusão também permitirá levar produtos brasileiros para os mercados estrangeiros onde o Carrefour já está presente.

Casino x Carrefour

O grupo francês Casino é o principal rival do Carrefour na França e criticou o fato de Diniz ter iniciado negociações sem comunicar o parceiro com quem divide o controle do Pão de Açúcar através da holding Wilkes.

Atualmente, o Casino tem 37% de participação no Grupo Pão de Açúcar e destacou, em comunicado, que “nenhuma negociação implicando o futuro da CBD” pode ser feita sem o aval do grupo. Segundo cálculos de Claudio Galleazi, sócio do BTG Pactual, até 7% das lojas dos dois grupos que estiverem muito próximas poderão ser fechadas ou transferidas para outra região onde a concentração for menor.

A maior concentração das lojas das duas companhias está em regiões metropolitanas como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, onde poderá haver alguma reestruturação.

Caso a operação seja aprovada e concluída, Pão de Açúcar e Carrefour terão de 26% a 27% do varejo no Brasil, segundo o BTG. Considerando apenas os supermercados e hipermercados, a participação passaria para 30%. A NPA teria 2.386 lojas, sendo 1.822 do Pão de Açúcar e 564 do Carrefour, em 178 municípios. Em 2010, a receita líquida dos dois grupos, juntos, chegou a R$ 65 bilhões – R$ 36 bilhões do Pão de Açúcar e R$ 29 bilhões da operação brasileira do Carrefour.

Informações de portal G1

FOTO: ilustrativa / Robson Fernandjes-Agência Estado

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