Passeata marca um mês da tragédia em Realengo e pede mais segurança

Manifestantes cantaram o Hino Nacional, soltaram pombas brancas, carregaram balões de gás e fizeram orações pelas vítimas.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Centenas de pessoas participaram de uma passeata pedindo o fim da violência e a paz na comunidade do bairro Realengo, Rio de Janeiro. A manifestação, realizada neste domingo, 08, marca um mês da tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira.

A manifestação também teve o objetivo de pedir mais segurança para as escolas do município do Rio e, principalmente, as do bairro de Realengo. Vestidos com camisetas que traziam estampadas as fotos das 12 vítimas do massacre, os 250 manifestantes cantaram o Hino Nacional, pouco depois das 9h30min. Em seguida, eles soltaram pombas brancas.

Carregando balões de gás e fazendo orações, saíram em passeata para lembrar os 12 mortos e os 12 feridos no massacre cometido pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos. Armado com dois revólveres, o rapaz invadiu a escola na manhã do dia 07 de abril.

Os pais pedem policiamento diário, com rondas da Polícia Militar, o uso de detector de metal nas portas das escolas para evitar a entrada de pessoas armadas, além da inclusão da disciplina Ensino Religioso na grade curricular.

Cristiane da Silva Machado Gomes, tia de Luiza Paula, de 14 anos, uma das vítimas do atirador, reivindicou mais segurança para as escolas. “Está na hora de mudar. Que as lágrimas que nós todos estamos derramando agora não sejam em vão e sim para salvar outras. Espero que nenhum outro parente passe pelo que nós estamos passando agora”, desabafou.

A passeata levou mais de uma hora e meia e percorreu as principais ruas de Realengo. Muitas pessoas se emocionaram e não contiveram as lágrimas ao acompanhar a manifestação.

A prima de Luiza, Maria Júlia Machado Gomes, de sete anos, distribuiu rosas brancas para as pessoas que estavam na porta das casas, assistindo à passagem dos manifestantes. Ela definiu o momento como de muita tristeza. “Tristeza, muita tristeza. Ela era minha melhor amiga”.

O prefeito Eduardo Paes estará na escola no próximo dia 27 para se reunir com os pais e parentes das vítimas e ouvir suas reivindicações. Paes também deve anunciar as medidas que a prefeitura está tomando para dar assistência e mais segurança às crianças da escola de Realengo.

Informações de Agência Brasil

FOTOS: reprodução / Alba Valéria Mendonça-G1

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