Inflação atinge menor taxa dos últimos meses e deve estabilizar

Coordenador do Índice de Preços ao Consumidor Semanal prevê a estabilização inflacionária para os próximos meses; queda nos preços de combustíveis ajudou a reduzir movimento de inflação.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

A queda nos gastos com alimentação e transporte levaram o Índice de Preços ao Consumidor Semanal – IPC-S a fechar o mês de maio com alta de 0,21%, bem abaixo do apurado no período anterior (0,47%).

Foi a menor taxa desde novembro do ano passado, quando o IPC-S havia alcançado 0,20%, segundo o Instituto Brasileiro de Economia – Ibre, da Fundação Getúlio Vargas – FGV.

O coordenador do IPC-S, Paulo Picchetti, prevê a estabilização inflacionária para os próximos meses. Para ele, em junho, a taxa deva se situar próximo de 0,30% ante 0,21%, no fechamento de maio.

O economista observou que a queda de preços dos combustíveis, principalmente, pela maior oferta de álcool combustível com a entrada da safra no mercado, também ajudou a reduzir o movimento de inflação. Nesse grupo houve queda de 0,18% ante 0,11%, na terceira prévia de maio.

Componentes diminuem velocidade de alta

No grupo alimentação foi constatada redução de 0,34% ante uma alta de 0,52% e os principais itens que ajudaram nesse resultado foram a hortaliças e legumes com intensificação da queda passando de -2,34% para -5,80%. Outros componentes apresentaram diminuição na velocidade de alta: laticínios (de 2,64% para 1,57%); feijão e arroz (de 6,39% para 4,56%) e carnes bovinas (de l,99% para 1,03%).

Em transportes ocorreu a terceira queda seguida (-0,18%) ante -0,11% e -0,04% com destaque para o preço da gasolina que passou de -0,61% para -0,47%).

Decréscimos e altas

Três grupos tiveram decréscimos: saúde e cuidados pessoais (de 0,74% para 0,58%); educação, leitura e recreação (de 0,23% para 0,17%) e despesas diversas (de 0,39% para 0,36%). Os dois restantes apresentaram aumentos: habitação (de 0,60% para 0,65%) e vestuário de 0,82% para 0,99%).

Os principais itens em alta foram: tarifa de energia elétrica residencial (de l,50% para l,78%); mamão papaia (de 8,01% para 9,88%), cebola (de 10,15% para 12,75%), feijão-carioquinha (de 19,63% para 12,69%) e condomínio residencial (de 0,86% para 1,06%).

Em sentido inverso caíram os preços do tomate (de -25,46% para -29,85%);álcool combustível (de -5,31% para -6,16%); açúcar refinado (de -2,87% para -4,30%), alface (de -4,10% para -6,28%) e pimentão (de -8,05% para -10,15%).

Informações de Agência Brasil.

FOTO: reprodução / stock.xchng

Compartilhar

Pela primeira vez no ano, produção industrial recua

Avançar »

Miss Brasil terá que emagrecer 5 quilos para concorrer ao Miss Universo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Blue Captcha Image
Atualizar

*