Jovem que teria estuprado mulher por dívida de drogas é o foragido Número 1 do Vale do Sinos

Jacson de Nauta Quadros, 19 anos, conhecido como Jundiá, confessou 12 assassinatos em 2008 e foi internado no Case de Novo Hamburgo, onde ficou por três anos e foi liberado.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

O Vale do Sinos do Sinos tem desde o último fim de semana um foragido Número 1. Ele é Jacson de Nauta Quadros (foto), 19 anos.

O jovem que confessou 12 assassinatos em 2008 agora é procurado pela Polícia Civil e pela Brigada Militar suspeito de seqüestrar, estuprar e torturar com métodos brutais uma jovem de 21 anos na noite da última sexta-feira, dia 05, no bairro Canudos, em Novo Hamburgo.

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Jundiá, como é conhecido, esteve internado no Case de Novo Hamburgo e foi solto em março de 2011, em função da legislação penal brasileira, que prevê no máximo três anos de internação para jovens infratores. Ele estava no Programa de Proteção a Vítimas de Violência, no Distrito Federal, e fugiu há 45 dias.

O suspeito e um comparsa teriam arrastado a mulher para um matagal após ela deixar um culto religioso. A dupla a molestou sexualmente e deixou marcas em seu corpo. O crime foi motivado pela cobrança do não pagamento da movimentação financeira do tráfico. O suposto mandante, segundo a Polícia Civil, tio de Jundiá, Nereu Lima da Silva, 44 anos, foi preso preventivamente nesta segunda-feira, 08, em casa, no Loteamento Kephas, bairro São Jorge. O outro comparsa, um primo que fez 18 anos no domingo, foi detido na noite do mesmo dia.

A vítima era irmã do autor da dívida. De acordo com a polícia, depois do seqüestro, os suspeitos passaram a ligar para o devedor e cobrar o valor de R$ 600,00 para liberá-la. Foram surpreendidos, no entanto, pela aproximação da Brigada Militar e tiveram que libertá-la às pressas. Foram 1h30mim de violência contra a jovem.

Mega-operação

A ação policial de caça ao Jundiá ganha status de mega-operação. Na segunda-feira, foram 20 policiais civis de delegacias hamburguenses e de São Leopoldo, 20 militares do Pelotão de Operações Especiais – POE e das Patrulhas Especiais – Patres, com quatro cães farejadores do Canil da BM de Campo Bom.

Por volta das 6h30min da manhã de segunda, a operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva nos bairros São Jorge e Canudos, em Novo Hamburgo. Pelo menos um suspeito foi preso e uma dezena identificados durante a ação coordenada pelos delegados Ayrton Martins, da 3.ª DP, Bolívar Llantada, diretor regional da 3.ª DPRM, Marco Antônio Duarte, da 1.ª DP de São Leopoldo, e pelo titular do 3.º Batalhão de Polícia Militar, major Vitor Hugo Konarzewski.

Cercada por policiais civis e militares, uma casa no Kephas, no bairro São Jorge, era o refúgio do suposto mandante do crime. Nereu Lima da Silva teve o sono interrompido. Foi retirado de sua casa algemado, em função de um mandado de prisão preventiva decretado desde a tarde de sábado, 06. Na residência, a Polícia encontrou R$ 1,7 mil, que seria oriundo do tráfico de entorpecentes.

No bairro Canudos, também nesta segunda-feira, de posse de outro mandado de busca e apreensão, os policiais estouraram a entrada do Bar do Nereu, na Rua Bruno Werner Storck, número 100, onde também havia uma residência. Em uma coifa escondida na cozinha foram encontrados 13 papelotes de cocaína e um de crack. Em um dos cômodos, um armário escondia uma passagem secreta.

Do Distrito Federal ao tráfico

em Novo Hamburgo

Jacson de Nauta Quadros, o Jundiá, estava no Distrito Federal, enquadrado no Programa de Proteção a Vítimas de Violência e recebia uma bolsa de aproximadamente R$ 300,00, mas fugiu. A Polícia Civil tem certeza de que o destino foi Novo Hamburgo.

De volta a cidade de origem, segundo o delegado Ayrton Martins, Jundiá teria sido recrutado pelo tio, junto com outro homem, a fazer a cobrança de uma dívida do tráfico. O valor era de exatamente R$ 667,00, referentes à movimentação dos últimos dias de um dos pontos de tráfico na Rua Terceira Idade, no bairro São Jorge.

ESCONDERIJO – Em uma residência no Kephas, a polícia encontrou um projétil não deflagrado de fuzil calibre 762, dezenas de objetos sem procedência e o possível esconderijo de Jundiá. Quando entraram pela casa, os policiais perceberam que alguém havia fugido pela janela, subido em uma escada de madeira ao lado do pátio e sumido por um matagal aos fundos do terreno.

Com informações de rádio ABC 900

FOTO: reprodução

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Um comentário

  1. Anderson Prates
    9 de abril de 2012

    Ficaria mal para o juiz que libertou o assassino confesso, e o incluiu no sistema de proteção, que ficasse provado que Jundiá fosse o autor; ficaria mal para os policiais responsáveis pela guarda de Judiá que este tivesse escapado de seu controle por 48h e cometido crimes; “É importante preservar a imagem do programa de proteção”, dizem as autoridades. O exame de DNA, que provaria que Jundiá NÃO TEM CURA, foi dispensado pelo ´roprio sistema que não quer ver seu protegido exposto novamente.

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