Preservar é preciso: campanha chama a atenção dos hamburguenses para a importância da reciclagem

Sistema Fecomércio-RS lança programa de recolhimento de resíduos eletrônicos e de telefonia. Em Novo Hamburgo, escolas e estabelecimentos comerciais serão postos de coleta.

Felipe de Oliveira felipe@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

O Brasil tem uma das melhores legislações ambientais do mundo; o que falta é implantá-la, efetivamente.

Quem avalia é o diretor de licenciamento da Secretaria de Meio Ambiente de Novo Hamburgo. Eduardo Bonato foi uma das autoridades que participaram nesta quarta-feira, dia 03, do lançamento da Campanha de Recolhimento de Resíduos Eletrônicos e Telefonia Pós-Consumo do Sistema Fecomércio-RS.

A atividade ocorreu na sede social do Sindicato do Comércio Varejista – Sindilojas-NH e reuniu profissionais de educação, do poder público, empresários e representantes do Sesc e Senac, unidades hamburguenses. O objetivo da campanha é justamente atender às exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada em 2010.

Serão recolhidos resíduos de aparelhos eletrônicos e telefones celulares fora de uso em todo o Rio Grande do Sul. Segundo informações apresentadas pelo presidente do Sindilojas, circulam no Brasil 15 milhões de componentes e 200 milhões de celulares por ano. “São números que impressionam e que a sociedade precisa conhecer”, argumenta Gerson Müller (foto).

Em Novo Hamburgo, os pontos de coleta serão escolas e estabelecimentos comerciais, mas a vice-prefeita Lorena Mayer diz que os principais postos de saúde da cidade podem engajar-se à campanha. “Estamos estudando a viabilidade do armazenamento”, explica.

OBJETIVOS – A meta é retirar pelo menos 100 toneladas de resíduos e 20 mil celulares do meio ambiente entre os dias 04 de agosto e 30 de setembro. A empresa Trade Recycle fará a desmanufatura, descaracterização e reciclagem. Do total, 5% será enviado para a Bélgica, que conta com a tecnologia necessária para a extração de metal.

“O objetivo da Fecomércio-RS é mobilizar o setor terciário e conscientizar cidadãos sobre a importância da destinação correta de equipamentos eletrônicos e telefonia”, revela o coordenador do Conselho de Sustentabilidade do sistema, Joarez Venço.

Só falar não adianta, diz

presidente do Sindilojas-NH

Para o presidente do Sindilojas-NH, é preciso agir rápido antes que seja tarde demais: “Nós temos que fazer alguma coisa”. Gerson Müller avalia que, do contrário, a tendência é que a acumulação do lixo só aumente. “Só falar que a natureza está nos tirando as coisas não adianta. Somos nós que provocamos isso!”

A estimativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA é de que o Brasil produza 680 mil toneladas de resíduos eletrônicos por ano até 2030. Cada brasileiro seria responsável por 3,4 quilos de lixo digital. Outro dado que preocupa é o volume de resíduos de computadores, que deve crescer 400% até 2020 em países como a Índia e a África do Sul.

FOTOS

Felipe de Oliveira / novohamburgo.org

ilustrativa / Blog Mundo Verde

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