Vergonha: 10% das ligações recebidas diariamente pela Guarda Municipal são trotes

São 900 ligações falsas todo mês no município hamburguense. Em Porto Alegre, por exemplo, trotes para a Brigada Militar custam R$ 225 mil mensais aos cofres do Estado.

 

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Durante um mês, a Guarda Municipal – GM de Novo Hamburgo atende o telefone 900 vezes por nada: esse é o número de trotes telefônicos contabilizados no período.

São 300 ligações recebidas pelo número de emergência 153 todos os dias. Dessas, 30 são trotes – 10% do total diário. Esta é uma atitude que dificulta o trabalho dos agentes de segurança pública, como relata o diretor da GM, Everaldo Rosa de Souza.

“Uma pessoa que passa um trote pode prejudicar outra que necessita do serviço, além de cometer um crime que pode gerar ocorrência na delegacia e o autor responder na Justiça, além de pena que pode variar de um mês a três anos de prisão”, aponta. A ação pode ser considerada injúria, perturbação ou interrupção do serviço telefônico.

A situação na Sala de Operações da Brigada Militar de Novo Hamburgo também é preocupante: de cada dez ligações recebidas, quatro são trotes. Em Porto Alegre, os trotes telefônicos ao 190 custam aproximadamente R$ 225 mil mensais ao Estado, segundo estimativa da Brigada.

De acordo com o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública – Ciosp, que compreende os serviços da Brigada Militar, Corpo de Bombeiros, IGP, SAMU e Polícia Civil, de 1 milhão e 500 mil ocorrências registradas no ano passado, 330 mil foram consideradas como trote. E nos quatro primeiros meses de 2011, o serviço foi prejudicado com 108 mil trotes entre as 475 mil ligações recebidas – correspondendo a 23% do total.

Trotes não vêm

apenas de crianças

A incidência em Novo Hamburgo é maior no início da noite e nos finais de semana. Um motivo que pode levar a esta ampliação gira em torno de um dos perfis mais freqüentes na efetuação dos trotes: crianças entre seis e 14 anos.

“As ligações falsas aumentam no período em que as crianças não estão nos espaços de ensino, por isso seguimos com o trabalho sobre o tema no programa Guarda nas Escolas. Também alertamos aos pais que controlem o acesso ao telefone residencial e ao celular”, comenta Souza.

Mas não são apenas as crianças que realizam esta prática. Os adultos também usam o 153 para trotes. “Pessoas caídas na rua, estacionamento em local proibido, xingamentos e até assédio estão entre os temas mais freqüentes. Há aqueles que ligam e não falam nada e até alguns que fazem cantadas aos operadores da central”, diz o inspetor chefe da Sala de Operações, Erlínio Derli Botega.

Mudanças no atendimento tentam

diminuir quantidade de ocorrências

Os profissionais que trabalham ao telefone de denúncias recebem capacitações com técnicas de atendimento e, em alguns casos, já conseguem identificar quando uma ligação é trote.

Os telefones da GM contêm identificador de chamadas e há alguns meses dados como nome, número de telefone e placas de veículos (em caso de acidente) são solicitados. Souza explica que mesmo sem essas informações, as denúncias são averiguadas.

“O guarda deve ter o equilíbrio e a capacidade de ouvir, se mostrar interessado e saber administrar uma situação. Este é um dos princípios da nossa profissão. Precisamos diminuir os trotes em todas as áreas da segurança pública e contamos com o apoio da comunidade”.

Com informações de deputado Carlos Gomes e Imprensa PMNH

FOTO: divulgação / Diogo Fernandes (PMNH)

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