Agosto sem desgosto: Exportações e importações batem recordes históricos

Compras do exterior ficaram acima de US$ 20 bilhões e exportações pela primeira vez ultrapassarambarreira dos US$ 25 bilhões.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Exportações e compras do exterior bateram recordes históricos para todos os meses em agosto deste ano. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC, divulgados nesta quinta-feira, 1º.

No mês passado, ainda segundo o governo, o superávit (exportações menos importações) somou US$ 3,8 bilhões, com crescimento de 61,9% frente ao mesmo mês do ano passado, quando saldo positivo totalizou US$ 2,39 bilhões. O superávit comercial do mês passado representa o maior valor, para agosto, desde 2006 (+US$ 4,55 bilhões).

No mês passado, as exportações somaram US$ 26,15 bilhões, com média diária de US$ 1,13 bilhão e crescimento de 30,1% frente a igual período de 2010, informou o governo. Ao mesmo tempo, as compras do exterior totalizaram US$ 22,28 bilhões em agosto, o equivalente a US$ 968 milhões de média diária. Frente a agosto do ano passado, o crescimento das importações foi de 26,6%.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, o valor mensal das exportações, assim como a média diária de agosto, e as compras do exterior (valor total do mês passado e média diária) são os maiores de todos os tempos. Em agosto, pela primeira vez, as compras do exterior ficaram acima de US$ 20 bilhões, enquanto que, do lado das exportações, pela primeira vez ultrapassaram a barreira dos US$ 25 bilhões.

Aumento do saldo comercial

se deve às commodities

No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, o superávit da balança comercial somou US$ 19,95 bilhões, informou o governo federal. Com isso, registrou crescimento de 71,7% frente ao mesmo período de 2010, quando o saldo positivo somou US$ 11,61 bilhões.

O aumento do saldo comercial neste ano está relacionado, principalmente, com a elevação dos preços das chamadas “commodities” (produtos básicos com cotação internacional, como alimentos, petróleo e minério de ferro, entre outros) no mercado externo. Com o preço em alta, as vendas externas se tornam mais rentáveis – o que aumenta o valor das exportações.

As vendas externas brasileiras, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, somaram US$ 166,71 bilhões no acumulado deste ano, com crescimento de 31,4% sobre o igual período de 2010. Ao mesmo tempo, as importações totalizaram US$ 146,75 bilhões na parcial de 2011, com elevação de 27,4% sobre o mesmo período do ano passado.

Balança comercial deve ficar um

pouco acima do supeávit de 2010

No ano passado, com o forte crescimento das importações, fruto do elevado ritmo de crescimento da economia brasileira (acima de 7,5%) e do dólar baixo – fator que encarece as vendas externas e tornam as compras do exterior mais baratas – o saldo comercial ficou positivo em US$ 20,27 bilhões, o valor mais baixo em oito anos.

Os economistas de instituições financeiras acreditam que, mesmo com um crescimento menor da economia (cerca de 4%) e com um dólar desvalorizado, a balança comercial brasileira, principalmente por conta da alta dos preços das “commodities”, deve ficar um pouco acima do superávit registrado em 2010 e registrar um saldo positivo de US$ 22,9 bilhões neste ano.

O desempenho da balança comercial em 2011 tem surpreendido os analistas, visto que, no início deste ano, o mercado financeiro acreditava que o superávit ficaria abaixo de US$ 9 bilhões. Com os bons números dos últimos meses, este dado tem sido constantemente revisado para cima.

Informações de portal G1

FOTO: ilustrativa / Exame

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