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O que esperar do “novo normal”?

Coordenadora do Ambulatório Infantojuvenil de Saúde Mental tem desenvolvido o tema que trata da reconexão em casa entre filhos, pais e cuidadores

A coordenadora do Ambulatório Infantojuvenil de Saúde Mental de Novo Hamburgo, Cristina Przybysz Figueiró, tem desenvolvido o tema “Crianças e Adolescentes em Casa no Tempo de Isolamento e do Novo Normal”. A proposta entra em cena neste período de sequenciais quarentenas como forma mais segura de prevenção à Covid-19.

De acordo com a assistente social e terapeuta de casal e família, a pandemia trouxe oportunidades de reconexão entre quem é cuidado, seus pais ou cuidadores. Na verdade, o “novo normal” está sendo apontado como a normalidade de fato, aquela que talvez já deveria ter sido resgatada há mais tempo, sem a necessidade de um impacto mundial de tamanhas proporções como a pandemia.

A profissional analisa o conceito do “novo normal” como uma espécie de virada de chave para o lado cada vez mais enriquecedor da convivência diária. “Passamos a trocar o medo, que se não for bem administrado vira pânico, pela resiliência de pensar em darmos um passo de cada vez”, observa Cristina. “E sempre em direção ao outro por meio da troca de sentimentos e emoções que se manifestam em novas atividades inseridas na rotina do lar.”

Ela atenta ao fato de que entre crianças e jovens há confusão do que são medidas de isolamento em casa, empregadas para mitigar o contágio do vírus, e férias escolares. Cristina observa que se anda dificultoso conciliar o sono, ao fim do dia, é importante fazer da hora de ir para a cama um momento marcante no cotidiano do filho, com instantes de relaxamento, a leitura de uma história ou o simples ninar ao som de música suave. “A rotina é fundamental para um sono e um estado de vigília de qualidade”, destaca.

Se para a criança o lado lúdico ganha agora mais tempo de exercício criativo dentro da residência, para os adolescentes se apresentam as oportunidades de descoberta e envolvimento em tarefas do dia a dia que levam a uma maior autonomia. “O novo normal traz essa capacidade ainda mais necessária de se adaptar às mudanças, às situações”, diz. A terapeuta ressalta o aumento nas possibilidades de aprendizado e de conhecimento sobre o outro, graças a essa atual e constante interação familiar.

Outro ponto importante é o fortalecimento dos laços de confiança, que se estabelece entre filhos, seus pais ou seus cuidadores. “Sempre que indagado, diga a verdade sobre o que está acontecendo no mundo, ao nosso redor, a crianças e jovens, com base na ciência e em linguagem adequada à faixa etária de quem faz as perguntas”, acrescenta. “É certo que estamos aprendendo a conviver com o vírus, muito ainda não sabemos, mas a transparência passa segurança e nos deixa mais equilibrados para conseguir observar o lado bom da vida, mesmo diante de circunstâncias adversas.”

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