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Município inicia campanha pelo fim da violência contra a mulher

Quando pensamos em violência doméstica, lembramos apenas da violência física, esquecendo-se da agressão psicológica que também machuca no dia a dia. Com o objetivo de conscientizar para o fim dessas situações de agressão, a Prefeitura de Novo Hamburgo, a partir da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres (CMulher), aderiu a campanha mundial dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres. Um café da manhã, realizado na quarta-feira, 25 de novembro, marcou o início de uma série de atividades de conscientização. O dia 25 marca o Dia Internacional de Luta para a eliminação de toda a violência contra a mulher e o dia 10 de dezembro, data em que se encerra a campanha, é o Dia Internacional dos Direitos Humanos. O evento realizado no Centro Viva Mulher, no Centro, reuniu servidores públicos, autoridades políticas e do judiciário, representantes de movimentos de mulheres, sindicalistas, e mulheres atendidas pelo Viva Mulher.

A titular da CMulher, Anita de Oliveira, justifica a participação do município na mobilização mundial. “Estamos aqui hoje em um dia que é muito importante na luta dos direitos das mulheres. Infelizmente todos os dias nós temos que falar sobre violência doméstica. Muitos associam a violência apenas as agressões físicas, mas existe ainda a violência psicológica que também machuca. Muitas mulheres também sofrem violência por serem negras, por serem pobres, ou por sua opção sexual. Se nós já estamos conscientes de que não pode mais ter violência física contra as mulheres, a agressão psicológica também precisa deixar de existir”, salientou.

Presente ao evento, acompanhado da primeira-dama, Jorgia Seibel, o prefeito Luis Lauermann, abriu sua fala elogiando o trabalho realizado pelo Viva Mulher. “Novo Hamburgo conta com uma estrutura pública onde as mulheres encontram espaço para apresentar suas denúncias, e receber um atendimento digno. Nós temos um aparato de promoção de políticas públicas, que acolhe e protege no sentido de garantir a integridade física e psicológica. Com isso, estamos aumentando a nossa luta por uma cultura que vença o machismo. Os poderes públicos têm responsabilidades, mas aliado a isso, com a colaboração da sociedade civil organizada, como é o caso, aqui em que temos representantes de sindicatos, movimentos de mulheres, fortalecemos a nossa luta”, ressaltou.

A juíza do Juizado de Violência Doméstica Contra a Mulher de Novo Hamburgo, Andrea Hoch Cenne também exaltou o trabalho de excelência desenvolvido pelo Centro Viva mulher. “Os setores que atendem as mulheres vítimas de violência devem ter uma visão humana e acolhedora. Porque é uma situação especial, e vocês estão de parabéns pelo trabalho desempenhado”, elogiou. “Não é que antes não existia violência, e agora existe. Antes a violência era “invisível”. O que estamos fazendo é tirar esse véu dos olhos para ver se enxergamos, e só é possível ver quando alguém denuncia. E, essa é uma questão cultural, que devemos trabalhar desde cedo com as crianças, pela importância de discutir essa relação de direito na escola, para que se rompa esse ciclo de violência. Para que um dia possamos estar com o mínimo possível de violência”, aponta.

Também participaram do lançamento a secretária de Tecnologia da Informação e Inclusão Digital (SETID), Márcia Schuler, o secretário de Esporte e Lazer (SMEL), Ricardo Ritter, e a coordenadora de Políticas Públicas para as Pessoas Idosas (CPIdosos), Glacira Silva. A coordenadora também é presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMDIM) de Novo Hamburgo. “Temos que nos fortalecer cada vez mais. Acredito que esses 16 dias de atividades vão ratificar a nossa luta. Não podemos deixar de lutar pelos direitos das mulheres”, considerou.

A presidenta do Sindicato dos Sapateiros de Novo Hamburgo, Angélica Nascimento, prestigiou o evento. Na ocasião a sindicalista relatou que ao participar da Marcha das Mulheres Negras, em Brasília, foi agredida por um homem que se infiltrou na caminhada. “Foi covardemente agredida pelo indivíduo. Ele machucou meu braço fraturando um dedo da minha mão esquerda”, disse. O Centro Viva Mulher está localizado na Avenida Pedro Adams Filho, 5836 – Bairro Centro.

Fotos: (Créditos: Paulo Barcelos)

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