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Segundo mãe de Cazuza, homenagem no Rock in Rio ajudará crianças com HIV

Lucinha Araújo, mãe do falecido cantor, alerta que juventude se descuida do uso do preservativo. Mãe do cantor diz que homenagens ajudam a Sociedade Viva Cazuza.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

O primeiro show do palco principal do Rock in Rio vai ser uma homenagem a Cazuza, em 13 de setembro. Lucinha Araújo, mãe do cantor e presidente da Sociedade Viva Cazuza, para crianças e jovens portadores do HIV, acredita que o evento é importante para equilibrar as contas da instituição. O show é somado a tributos previstos para este ano.

“Financeiramente, temos altos e baixos, porque a gente sobrevive dos direitos autorais do Cazuza, que cada vez minguam mais porque o artista vivo faz shows. O grosso do dinheiro é com shows. Antes, a gente pagava a metade das despesas. Hoje, não paga nem um terço. Excepcionalmente, este ano vai ser de grandes lucros, porque teremos muitas homenagens a ele e, de todas estas, a Sociedade Viva Cazuza se beneficia” afirma Lucinha em entrevista ao portal G1.

Atualmente, 27 crianças são mantidas pela instituição, onde recebem moradia, educação e atendimento médico. De acordo com ela, levam vida normal. “A única diferença é que eles tomam remédios duas vezes por dia.” Ao longo de 22 anos de existência, 110 crianças passaram pela casa e apenas duas chegaram a falecer.

A casa que abriga a Sociedade Viva Cazuza conta com um pequeno museu em homenagem ao artista, que pode ser visitado durante os dias úteis, em horário comercial.

O preconceito, que Cazuza procurou combater ao falar sobre o problema de saúde, diminuiu nos últimos anos, segundo ela. “O preconceito, apesar de ainda existir, diminuiu. E morre-se menos da doença. Para vocês terem uma ideia, na época do Cazuza, só tinha o AZT. Era o único remédio para HIV. Hoje existem 23 tipos de diferentes de anti-retrovirais.”

Ainda assim, ela considera que os jovens se arriscam mais em relações sexuais desprotegidas e estão menos cientes dos riscos de contaminação pelo HIV. “A juventude, hoje em dia, está se descuidando muito. Eles não pegaram aquela fase do Cazuza, da pessoa ficar com uma aparência horrível. Hoje em dia fica todo mundo bem. Então, quando conhece um namorado diz: ‘Ah! Mas ele era tão bonito, eu não ia usar camisinha.’ E aí é que está o perigo. É o reverso da medalha dos remédios novos.”

Lucinha Araújo também alerta que, o melhor caminho para evitar dores de cabeça é o uso de camisinha. “De qualquer jeito, é melhor usar camisinha e se prevenir desta doença, pois não tem cura ainda. E é desagradável ficar tomando remédios que tem efeitos colaterais.”

Segundo Lucinha, discurso de Cazuza ainda é atual

Lucinha Araújo acredita que assim como a música, a atitude do cantor pode influenciar a juventude dos dias de hoje. “Eu acho que o legado do Cazuza não são só as belas canções que ele deixou. Eu acho que vai pela coragem que teve de enfrentar uma doença que era maldita e que continua sendo até hoje. Mas que na época era muito mais desconhecida e ele foi a primeira pessoa famosa brasileira a se declarar soropositivo.”

A mãe do intérprete se recorda das noites nas quais o Barão Vermelho, liderado por Cazuza, tocou no festival. “Eu me lembro que chovia, estava um lamaçal. E ele brilhou. O Barão estava iniciando. Foi na mesma noite do Freddie Mercury, que também fez um show maravilhoso. E o segundo dia que eles tocaram foi o dia que o Tancredo Neves foi eleito. Ele fez um mini discurso que fez muito sucesso com a garotada.”

Perguntada sobre qual seria a posição de Cazuza se estivesse vivo para observar a atual onda de protestos pelo país, ela responde: “Ele estaria ao lado do povo. Sempre.”

Informações de G1

FOTO: reprodução / memorial

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