Rio dos Sinos: Comitê amplia restrição a arrozeiros

Plenária estabeleceu inclusão de mais um parâmetro no acordo entre categorias que prevê suspensão da captação de água. . 

Felipe de Oliveira felipe@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

A partir desta sexta-feira, dia 23, ficará mais difícil para os produtores de arroz do Vale do Sinos irrigar suas lavouras com água do rio.

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O Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos) aprovou na quinta resolução que determina a adoção de mais um parâmetro para proibição da captação pelos arrozeiros diante da escassez de chuva. Agora, a coleta será intercalada, feita durante 48 horas e suspensa pelo mesmo período, sempre que o nível do manancial chegar a 60 centímetros da bomba do Semae, em São Leopoldo, 72 cm na Comusa, em Novo Hamburgo, e 80 na Corsan, em Campo Bom.

O acordo anterior, que também segue em vigor, determina que a suspensão ocorre quando a água chega a 50 centímetros da bomba do Semae, 60 cm na Comusa e 70 cm na Corsan e só é retomada com o nível mínimo novamente.

Segundo o presidente do Comitesinos, Silvio Klein, setor produtivo e operadoras de abastecimento chegaram a um consenso. No início da plenária, duas propostas polarizaram as discussões: as operadoras queriam estabelecer em 90 cm o nível mínimo do rio nas três cidades e os arrozeiros não abriam mão da manutenção somente do acordo firmado novembro.

Para o presidente da Associação dos Arrozeiros de Santo Antônio da Patrulha, município que concentra 130 lavouras, os produtores chegaram ao limite. “Mais uma vez, a lavoura faz a sua parte para garantir o abastecimento público e preservar o meio ambiente. Agora, é hora dos municípios fazerem a sua”, argumenta Zuênio Thomazi, em entrevista ao Portal novohamburgo.org, referindo-se ao tratamento do esgoto. “O rio está se mantendo acima dos níveis acordados, mas não é o suficiente para diluir a poluição”, acrescenta.

O engenheiro agrônomo José Gallego Tronchoni, coordenador regional do Irga, diz que a suspensão da coleta de água para irrigação pode causar problemas às lavouras se mantida por mais de cinco dias. “Sabemos que vamos contabilizar prejuízos, mas vamos respeitar o acordo”, garante Zuênio Thomazi. Mais de 40 arrozeiros da região acompanharam a plenária na Unisinos.

FOTO: Felipe de Oliveira / novohamburgo.org

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