Carnaval 2011: Primeira noite de desfiles do Rio é de luxo e criatividade

Sambaram na Sapucaí as escolas São Clemente, Imperatriz Leopoldinense, Portela, Unidos da Tijuca, Vila Isabel e Mangueira.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Apresentações repletas de luxo e de criatividade marcaram o primeiro dia de desfiles do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro, com destaque para Imperatriz Leopoldinense, Unidos da Tijuca e Mangueira.

Seis escolas se apresentaram na Marquês de Sapucaí na noite de domingo, 06, e na madrugada de segunda, 07.

Segunda escola a desfilar, a Imperatriz levantou o sambódromo ao falar com bom humor da história da medicina. Já a Unidos da Tijuca, quarta a entrar na avenida, encantou com um enredo sobre o medo no cinema, contado com ajuda de carros cheios de efeitos e alas coreografadas. Última escola, a Mangueira exaltou sua própria história com a trajetória de Nelson Cavaquinho e voltou a impressionar o público com as “paradinhas” e a força de sua bateria.

Na opinião dos internautas do portal G1, as melhores escolas deste primeiro dia de desfiles foram Imperatriz Leopoldinense (9,14), Mangueira (8,9) e São Clemente (8,68). A votação não incluiu as agremiações que sofreram com o incêndio na Cidade do Samba (Portela, Grande Rio e União da Ilha do Governador).

Os internautas deram notas de 5 a 10 em 6 quesitos: samba-enredo, bateria, comissão de frente, alegoria e adereço, fantasia e mestre-sala e porta-bandeira. A votação não tem relação com o julgamento oficial.

Resumo dos desfiles

Confira abaixo o resumo dos primeiros desfiles do Grupo Especial do Rio.

São Clemente


A escola fez um desfile descontraído e colorido na abertura da noite. Ela exaltou as belezas naturais do Rio de Janeiro no seu retorno ao Grupo Especial. A São Clemente apresentou o enredo “O seu, o meu, o nosso Rio, abençoado por Deus e bonito por natureza”. Um dos destaques foi o samba, que tinha boa melodia e o apoio de versos de fácil memorização.

A comissão de frente da São Clemente mostrou a reunião dos principais santos de devoção no Rio em um conselho deliberativo para decidir a fundação e os caminhos da cidade. Os passistas da comissão de frente evoluíram ao lado de ciclistas. Durante a apresentação, um dos integrantes levou um tombo com a bicicleta, mas se recuperou logo em seguida e seguiu no desfile.

Imperatriz Leopoldinense


Medicina e carnaval: a parceria aparentemente improvável proposta pela Imperatriz Leopoldinense deu samba e coloriu a Sapucaí. Com o enredo “A Imperatriz adverte: sambar faz bem à saúde”, a verde e branco de Ramos fez um desfile bem elaborado tecnicamente. No lugar do luxo barroco dos últimos desfiles da escola, o carnavalesco Max Lopes apostou na explosão de cores, no humor e no belo acabamento das fantasias para tentar quebrar o jejum de 10 anos sem títulos.

Primitivos curandeiros, avanços da medicina e até as doenças modernas como a gripe suína e o mal da vaca louca foram tratados com capricho e descontração. Temas como gravidez, implantes e até bebês de proveta também foram lembrados pelas alas.

Um princípio de incêndio no sistema de embreagem do abre-alas provocou um susto na concentração da escola, mas os bombeiros agiram rápido e controlaram o fogo, sem nenhum prejuízo.

Portela


Uma das afetadas pelo incêndio que atingiu a Cidade do Samba, a Portela não deixou se abater e levou para a Marquês de Sapucaí um desfile com muito brilho e a empolgação de seus quatro mil componentes. A escola chegou a extrapolar o tempo, mas eles não serão levados em conta já que a escola não disputa título este ano.

A superação deu o tom do desfile sob o enredo “Rio, azul da cor do mar”, que tratou dos mitos sobre monstros e criaturas das profundezas do mar, além de homenagear os 100 anos do Porto do Rio, exaltado como a porta de entrada do país. Na avenida, não havia sinais das perdas que a escola teve no incêndio.

Unidos da Tijuca


O carnavalesco Paulo Barros comandou um novo espetáculo. Quarta escola a desfilar, a escola repetiu a fórmula que rendeu o título de 2010: colocou na avenida efeitos especiais, alas coreografadas e pontuou o desfile com referências pop. A agremiação tratou do medo no cinema com o enredo “Esta noite levarei sua alma”.

Truques de ilusionismo encantaram o público já na apresentação da comissão de frente. Integrantes fantasiados como se fossem mortos-vivos desenvolveram uma coreografia na qual simulavam tirar a cabeça do pescoço e também deslocar o tronco da cintura.

Os passos combinados e movimentos de mãos foram uma marca da apresentação. Eles estiveram também no carro “Avatar”, que trouxe o pássaro gigante Toruk Makto acompanhado de desenhas de foliões que desenvolviam movimentos pré-combinados.

O carro “Transformers” também fez sucesso na Sapucaí. Nele, homens se transformam em carros vermelhos. Outro destaque entre os efeitos foram as alegorias que simulavam o ataque de um tubarão e outro que lembrava o herói Indiana Jones.

Vila Isabel


O inusitado enredo sobre a história do cabelo foi apresentado de forma criativa e bem-humorada pela Vila Isabel. A escola  levou para Sapucaí um festival de musas, entre elas a top Gisele Bündchen, que fez sua estréia no sambódromo e estava fantasiada de Vênus de Milo. Bárbara Borges, Quitéria Chagas e as ex-BBBs Lia Khey e Ariadna completaram a lista de celebridades.

Com o enredo “Mitos e história entrelaçados pelos fios de cabelo”, a escola veio com praticamente todos os seus cerca de quatro mil componentes vestindo perucas para retratar as modas, costumes e histórias de madeixas que fizeram a cabeça da humanidade.

Mangueira


A Estação Primeira de Mangueira realizou um carnaval empolgante com o enredo “O filho fiel, sempre Mangueira”, em homenagem a Nelson Cavaquinho. Desde a concentração a escola fez uma apresentação emocionada: o cronômetro foi ligado enquanto o ator Milton Gonçalves ainda lia um poema em homenagem a Nelson Cavaquinho, o que fez a escola entrar na avenida após dois minutos.

Além de fantasias e carros bem acabados, o bom samba da escola foi cantado pelo público. As arquibancadas permaneceram cheias até o amanhecer, mesmo com pancadas de chuva que caíram no começo da apresentação.

Destaque da escola, a bateria repetiu diversas vezes uma “paradinha” que deu espaço para que os integrantes cantassem com entusiasmo o verso “Traço o meu passo no compasso / Do surdo de primeira… / Sou Mangueira!”. O encerramento da escola pode ter ficado comprometido no quesito evolução. Ela apertou o passo para encerrar o desfile dentro do tempo máximo: uma hora e 21 minutos.

Informações de portal G1

FOTOS: reprodução / G1

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