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Inflação usada em contratos de aluguel desacelera em outubro

Mesmo índice também aponta aumento dos preços, e destacou o grupo alimentação, cuja taxa passou de 0,56% para 1,23%.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado – IGP-M, utilizado para reajuste da maioria dos contratos de aluguel, ficou em 1,01% no mês de outubro, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas – FGV.

O estudo foi divulgado nesta quinta-feira, dia 28. Em setembro, a variação registrada foi de 1,15%. No ano, o índice acumula alta de 8,98% e, nos últimos 12 meses, de 8,81%.

Em outubro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo – IPA, que representa 60% do IGP-M, ficou em  1,30%, contra 1,60% no mês anterior. O índice relativo a bens finais variou 1,53% em outubro, contra 1,14% em setembro. A aceleração do subgrupo alimentos in natura influenciou resultado. A taxa passou de 0,05% para 8,50%.

O índice relativo ao grupo “bens intermediários” passou de 0,29% para 0,21%. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura desacelerou de 0,26% para 0,06%. Já o índice relativo a matérias-primas brutas ficou em 2,55%. No mês anterior, foi de 4,08%. Contribuíram para o resultado as variações dos preços de algodão em caroço (de 30,97% para 2,40%), minério de ferro (de 0,28% para -3,83%) e bovinos (de 5,85% para 4,28%). Na contramão, tiveram aceleração as variações de soja em grão (de 3,07% para 5,04%), mandioca (de -1,52% para 13,31%) e leite in natura (de -3,39% para -0,03%).

Preços que mudaram

Dentre o que ficou mais caro, teve destaque o grupo alimentação, cuja taxa passou de 0,56% para 1,23%. Dentro dessa classe de despesas, as maiores influências foram exercidas por arroz e feijão (de -1,63% para 7,04%), hortaliças e legumes (de -4,07% para -1,70%) e laticínios (de -0,01% para 1,56%).

Outros destaques partiram dos grupos despesas diversas (de 0,14% para 0,23%), habitação (de 0,22% para 0,28%), saúde e cuidados pessoais (de 0,39% para 0,45%), educação, leitura e recreação (de 0,17% para 0,22%) e transportes (de 0,11% para 0,15%). As maiores contribuições foram observadas nos itens cerveja (de -0,91% para 1,67%), material para reparos de residência (de 0,40% para 0,88%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,31% para 0,79%), salas de espetáculo (de 0,19% para 1,63%) e álcool combustível (de 0,60% para 4,35%).

Na contramão, subiram menos os preços de vestuário (de 0,72% para 0,67%), com destaque para as roupas masculinas (de 1,40% para 0,26%).

Informações de portal G1

FOTO: ilustrativa / GettyImages

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