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PIB brasileiro no 1° trimestre de 2010 só perde para a China

Estudo do IBGE revela aumento de 2,7% no Produto Interno Bruto brasileiro do primeiro trimestre deste ano, em comparação com o último de 2009.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

O aumento de 2,7% no Produto Interno Bruto – PIB do Brasil no primeiro trimestre de 2010 ante o quarto trimestre de 2009 foi um dos maiores patamares de crescimento do mundo para este período de comparação.

Na comparação com igual período em 2009, quando a economia do País cresceu 9,0% nos primeiros três meses deste ano, esta taxa de elevação só não superou a alta do PIB da China para o mesmo período.

A informação é da gerente de contas trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, Rebeca Palis. “Realmente, especificamente neste trimestre, o crescimento do PIB no Brasil só não foi mais alto do que o da China”, avaliou.

A especialista fez a observação com base em dois levantamentos: um trata da evolução do PIB no primeiro trimestre deste ano ante quarto trimestre de 2009 em 17 países e/ou regiões, incluindo o Brasil; e outro foca na movimentação das taxas de crescimento da economia entre os países do chamado grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).

COMPARAÇÕES – O IBGE tratou os dados relacionados à economia dos outros países com a ajuda do Instituto de Estatísticas, ligado ao Banco Central. Em uma lista de 17 países, o PIB do Brasil no primeiro trimestre ante o quarto trimestre de 2009 superou as taxas de crescimento (ou de queda na economia) para o mesmo período de comparação, do Canadá (1,5%); Suécia (1,4%); Japão (1,2%); Portugal (1,0%); Estados Unidos (0,8%); Itália (0,5%); Suíça (0,4%); Reino Unido (0,3%); Alemanha (0,2%); União Européia (0,2%); países da zona do euro (0,2%); Espanha (0,1%); França (0,1%); México (-0,4%); Grécia (-0,8%); e Chile (-1,5%).

Avaliação do ministro

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou o número do PIB e disse que está convencido de que o Brasil não está crescendo além de suas possibilidades.

Para o segundo trimestre, a análise do ministro é que já há dados de desaquecimento. Ele destaca, porém, que no ano o crescimento será alto. Isso porque quase todos os impostos que foram zerados ou reduzidos durante a crise voltaram a seus patamares anteriores, provocando queda na demanda.

Além disso, ajudarão a volta do compulsório, a taxa de juros e o corte de R$10 bilhões nos gastos do governo.

“Há vários fatores que vão desacelerar o crescimento a partir do atual segundo trimestre: a suspensão de estímulos ao crescimento, a alta dos juros, a crise européia, a volta dos compulsórios. Tudo isso já começou a ter impacto na economia e ela já está num ritmo menor de um crescimento sustentado”, afirmou Mantega.

BRIC

O IBGE foi mais longe, e realizou outro levantamento, desta vez comparando o crescimento da economia brasileira no primeiro trimestre deste ano com igual trimestre do ano anterior, somente entre os países do grupo BRIC.

O período de comparação neste levantamento, usado pelo IBGE, foi diferente, visto que a China e a Índia não divulgam dados que eliminam os efeitos sazonais no cálculo de suas taxas de PIB. Nos primeiros três meses de 2010, ante igual período no ano passado, a economia na China cresceu 11,9%, e ocupa a primeira posição entre as nações dos BRICs, seguida pelo Brasil, com alta de 9,0% no PIB nesta mesma comparação.

O terceiro lugar é ocupado pela Índia, com aumento de 8,0% no PIB, no primeiro trimestre de 2010 ante primeiro trimestre de 2009; seguida por Rússia, com alta de 4,5% no PIB nos três primeiros meses deste ano, ante igual trimestre no ano passado.

Comparação com momento de crise

Porém, a gerente fez uma ressalva. A especialista comentou que as taxas de crescimento do PIB brasileiro foram auxiliadas pela utilização de uma base de comparação baixa, refletindo os primeiros meses de 2009, quando a economia brasileira sentia os efeitos mais agudos da crise global.

Ela informou ainda que não incluiu no levantamento países africanos, por exemplo, cujo PIB oscila de uma forma muito brusca com o passar dos trimestres. “Alguns países africanos, se for construída uma fábrica em um trimestre, o PIB naquele período dá um salto muito brusco. Temos que encarar estas comparações com muito cuidado”, comentou.

Informações de Agência Estado e O Globo

FOTO: reprodução

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