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Lei Seca: 85% dos motoristas ainda dirige depois de beber

Pesquisa divulgada pela Secretaria Nacional Antidrogas revela que mesmo diante de campanhas de conscientização, brasileiros ainda morrem no trânsito em função da embriaguez.

Felipe de Oliveira felipe@novohamburgo.org

Dirigir alcoolizado é crime! E daí? Parece ser essa a opinião da maioria dos motoristas brasileiros.

Apesar das campanhas do Governo Federal contra o consumo de álcool no trânsito, ainda é alto o número de pessoas que dirigem embriagadas.

A conclusão é de uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira, dia 22, pela Secretaria Nacional Antidrogas – Senad. O estudo também revela que as ações repressivas contra esse tipo de crime, como o teste do bafômetro, atingiram um baixo percentual de condutores.

NÚMEROS – “Apesar de 85% dos indivíduos entrevistados referirem ter bebido e dirigido nos últimos 12 meses, apenas 9,2% disseram ter sido parado alguma vez na vida para fazer o teste do bafômetro”, diz a pesquisa que entrevistou 3,5 mil motoristas sobre o assunto.

Intitulada Estudo do Impacto do Uso de Bebidas Alcoólicas e outras Substâncias Psicoativas no Trânsito Brasileiro, ouviu 8 mil pessoas entre os motoristas de carro, moto, caminhão e de ônibus, além de vítimas de acidentes de trânsito e não condutores de veículos entre 2008 e 2009 nas rodovias federais que passam pelas capitais brasileiras.

Em Porto Alegre, 32% das

vítimas de trânsito beberam

O estudo detalhado concentrou-se em Porto Alegre, onde também foram entrevistaram motoboys. O resultado é preocupante: 75% afirmam fazer uso de álcool, cocaína, maconha ou têm transtornos de humor ou de conduta.

O comportamento de consumo de álcool foi outro dado revelado pela pesquisa. Ele é diferenciado entre os motoristas profissionais e os particulares. Os condutores de ônibus e caminhões evitam no dia que vão dirigir em proporção maior do que os motoristas amadores.

Os números mostram ainda que 32% das pessoas que morreram ao volante em Porto Alegre no período da pesquisa tinham presença de álcool no sangue. A maioria delas, 71%, homens.

Com base nos números da Capital gaúcha, o pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Ufrgs, Flávio Pechansky, estima que a metade dos custos dos acidentes de trânsito estão relacionados ao uso de álcool. “Em Porto Alegre, os custos anuais com acidentes de trânsito são de R$ 66 milhões, e percebemos que a metade dos custos dos acidentes é relacionada ao álcool”, explica.

Com informações da Agência Brasil

FOTO: reprodução / stock.xchng

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