Protesto de uma voz

Não posso escapar de comentar o momento que o Brasil está vivendo.

Frases feitas como “O gigante acordou”, “Dignidade e respeito ao cidadão” e “Chega de corrupção, queremos saúde e educação” são gritadas aos quatro ventos para quem quiser ouvir ou concordar. O momento mostra a insatisfação dos brasileiros em relação à má administração do dinheiro público. É fato que o princípio foi o protesto contra o aumento nas passagens férreas e rodoviárias. Por sinal, serviços ruins e precários. A gota d’água que faltava.

Pagamos o preço que nos é cobrado, mas não temos o retorno merecido. Assim, assumimos novamente a responsabilidade de buscar alternativas, nos onerando novamente para conseguir o que precisamos basicamente para viver, como saúde, segurança e educação.

A incompreensão

Com os cães também ocorre situação parecida. A grande diferença é que eles, em uma condição inferior (mentalmente), não conseguem se organizar para protestar ou exigir seus direitos. Sofrem com o descaso, maus tratos e abandonos de alguns humanos que, hoje, devem estar protestando pelos seus direitos  como “cidadãos seres humanos” .

Como conseguem, sabendo que abandonaram um cão, lhe causando sofrimento?

Como conseguem protestar pelos seus direitos se ignoram os direitos de outros mais fracos e dependentes que eles próprios?  Como?

Pobres cães e gatos. Passam frio, fome e sede. Sofrem maus tratos ao estarem amarrados a correntes curtas que os deixam mais limitados ainda, como se sua condição já não fosse triste demais. Sentem-se abandonados, sozinhos e desprotegidos.

O ser humano é forte, valente, não se deixa abandonar ou ser amarrado a uma corrente curta. Unido ao seu semelhante, grita, protesta e exige mudança.

E os cães e gatos?

Sem voz, não podem protestar pelos seus direitos.

Essa voz também vota

Felizmente, existe “outro grupo de seres humanos”, que assume a responsabilidade daqueles que causam esses abandonos e maus tratos. Pessoas que deveriam ser isentos da cobrança de impostos, pois prestam um serviço voluntário à saúde pública e ao bem estar animal.

Veterinários, colaboradores, pessoas que se organizam em ONGs (organizações não governamentais) e protetores (indivíduos que ajudam com seus próprios recursos) representam esses animais, dedicam uma parte do seu tempo e recursos para devolver uma vida mais digna a eles. Essas pessoas devolvem bem estar, oferecem conforto, alimentação, saúde e higiene. Em canis ou em lares temporários, eles aguardam uma nova oportunidade de serem felizes e respeitados.

As vozes desses animais falam a língua deles e a nossa língua. Essas, é importante lembrar, também votam, protestam e exigem seus direitos e os deles.

Eles agradecem.

Obs.: Desculpe, “Dicas parte 2”, na próxima publicação, devido ao momento.

Até a próxima.

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