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Ensaio: a mulher em três atos

1º – Correr descalço, com os cabelos atirados ao vento, voltando encardido, aos braços dela; isto mesmo, desde pequeno, o esteio de uma família chama-se mulher; desde pequeno, arteiro como fui, ao retornar ao lar, minha mãe, de braços abertos ou de chinelo na mão, sabia me esperar. De um lado o calor materno; de outro, o ensino peculiar.

Grande fiquei e me apaixonei por elas, sonhando acordado, lá estava, feito pateta, petrificado ao olhá-las. Mulheres de minha vida souberam me criar, ensinar e direcionar; algumas roubaram minhas alegrias, outras, energias, mas finalmente sei o valor da mulher, porque ao lado de um homem (e por que não dizer um grande homem?) sempre tem uma grande mulher.

Feliz sou eu que as tenho, como mãe, filhas, amigas e namorada; triste são os que não as têm porque sem elas sou nada.

Ensaio ou prelúdio; tanto faz, porque quero é dizer que as quero por demais.

2º – Por que somente um dia dedicado às mulheres e não serem todos os dias os dias delas? Por um lado, haja bolso para poder presenteá-las como merecem; de outro, meus braços ficariam fortificados de tanto abraçá-las. Como quem cria os dias comemorativos aqui no BraZil não gosta de trabalhar, mas sim de gastar o dinheiro da viúva, quero homenagear todas as mulheres da minha longa jornada.

Poderia citar nomes daquelas que marcaram minha evolução, mas esqueceria de muitos, porque muitas foram as lindas e exuberantes mulheres que me ensinaram a comer, beber, vestir; que souberam me conduzir por caminhos retos e éticos; que me ensinaram a ler e a escrever; que souberam dar a mão nos momentos difíceis e as que até hoje – ao me amarem e repreenderem – conseguem manter meu corpo ereto e digno, seguindo seus ensinamentos e conselhos.

Quem somos sem este ventre que nos acolhe, entorpecendo nosso espírito de grandes emoções, perdendo suas formas belas para poder gerar umas “antas” chamadas de homens?

Eu sou a continuação do corpo materno, a obra divina do Pai; eu sou um filho arteiro e quem sabe, o obreiro desta vida.

Falar de uma mulher é completamente perigoso, mas dizer que sem ela sou nada me apraz.

Amo elas e que este ensaio possa homenageá-las a altura do merecimento e que suas feições sempre sejam belas e que nós, os homens, saibamos enaltecer, não só as físicas, mas as emocionais, as educacionais e os amores.

3º – parodiando Erasmo Carlos, “dizem que a mulher é o sexo frágil, mas que mentira absurda! Eu que faço parte da rotina de uma delas sei que a força está com elas… Vejam como é forte a que conheço, sua sapiência não tem preço; satisfaz meu ego fingindo submissa, mas no fundo me enfeitiça…”, consigo expressar um valor altamente evolutivo, dignificando esta obra de arte, agradecendo ao seu Criador. Mulheres têm tantas, de alturas e jeitos diferentes, mas com certeza que quem as têm (não no sentido de posse) não consegue mensurar, quanto mais valorizá-las, porque a cada dia elas me surpreendem.

Ah! Mulheres da minha vida, das vidas que tive e terei, espero que sejam sempre como as que passei… Ah, mulheres: jamais nos abandonem e menosprezem; jamais digam que não nos querem; podem mentir, mas mintam sorrindo porque nossos olhos, cegos, só enxergam um grande porvir.

Grande dia, dia grande, a todas as mulheres.

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