Número de voluntários no mundo, 140 milhões, formaria nono país mais populoso

Primeiro relatório sobre o voluntariado no mundo estima a contribuição econômica desses voluntários em US$ 400 bilhões por ano.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

“Se juntarmos todas essas pessoas para criar o Voluntaristão, o país do voluntariado, esse seria o nono país mais populoso do mundo.” A conclusão é de Daniel de Castro, analista de comunicação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – Pnud, sobre a quantidade de pessoas envolvidas em trabalho volutário no mundo: 140 milhões.

A estimativa consta de um estudo da Universidade John Hopkins, de Baltimore (EUA), citado no Relatório sobre o Estado do Voluntariado no Mundo, divulgado nesta segunda-feira, dia 05, pelo Pnud e o programa Voluntários das Nações Unidas – VNU. Este é o primeiro relatório sobre o voluntariado no mundo.

O estudo, que analisa a situação em 36 países, também estima que a contribuição econômica desses voluntários é US$ 400 bilhões por ano, o que representa, em média, 1,1% do Produto Interno Bruto – PIB nesses países. Nas nações em desenvolvimento, o trabalho voluntário representa 0,7% do PIB. Nos países desenvolvidos, o trabalho dos voluntários representa 2,7% do PIB.

Segundo Anika Gärtner, coordenadora nacional do VNU, voluntário é aquela “pessoa que ajuda, com conhecimento específico, sem esperar nada em troca”. E que depois, segundo ela, percebe que também sai ganhando nesse processo. “É uma troca, uma ajuda. Você doa seu tempo e conhecimento e recebe muito em troca”, disse Anika.

POBREZA – Outro dado citado no relatório mostra que a taxa de pobreza na América Latina seria 10% mais alta sem o trabalho voluntário conduzido pelas mulheres, segundo projeção feita pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe.

A base de dados para o relatório foi coletada durante um ano por meio de pesquisas e entrevistas com políticos, autoridades governamentais, agentes internacionais, estudiosos, voluntários e profissionais do desenvolvimento. Mais de 130 países foram analisados, segundo Anika. O Brasil é citado no relatório por sua experiência com mutirões.

Informações de Agência Brasil

FOTO: ilustrativa

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