Rotatividade no mercado de trabalho brasileiro cresceu 8,7 pontos percentuais na década

Estudo do Dieese aponta ainda que os setores com maior rotatividade foram os de agricultura e construção civil, com 98,3% e 86,2% demissões respectivamente.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Segundo uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – Dieese, a rotatividade no mercado de trabalho brasileiro cresceu 8,7 pontos percentuais em uma década – de 2001 a 2010.

O índice ainda revela que, no ano passado, a substituição de trabalhadores em empresas brasileiras totalizou 22,7 milhões de demissões com porcentagem de 53,8%. Com isso, a rotatividade ficou em 37,3%, se descontar fatores alheios à vontade das empresas, como aposentadoria, morte ou demissão voluntária.

Apesar do alto índice de rotatividade, a maioria das dispensas foi feita por uma pequena parte das empresas. Portanto, 126 mil estabelecimentos, o equivalente a 5,8% do total, foram responsáveis por 63% das demissões em 2010 – o que totaliza 14,4 milhões. Já em 2009, 111 mil estabelecimentos, 5,5% do total, foram responsáveis pela demissão de 12,3 milhões de pessoas.

Os setores com mais demissões foram o de agricultura e da construção civil. No setor de agricultura houve 98,3% de demissões, sendo que 74,4% foram por iniciativa das empresas. Já na construção civil o índice foi mais alto: 86,2% dos demitidos foram por vontade dos empregadores.

Período de permanência em empregos

Comparado com 25 países, em 2009 o Brasil apresentou um dos períodos médios mais curtos de permanência no emprego, o de cinco anos. Os Estados Unidos, então, tiveram um índice menor ainda: o de 4,4 anos. Porém, na Espanha, o trabalhador fica, em média, até 9,6 no mesmo emprego, enquanto na Polônia fica 9,3 anos. A Itália, portanto, obteve o maior índice,t totalizando 11,7 anos.

Informações de Agência Brasil

FOTO: Ilustrativa / GettyImages

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