Luz no fim do túnel: Mesmo com nova estação, Trensurb chega a Novo Hamburgo ainda em 2012

Cronograma para conclusão da expansão da Linha 1 foi reafirmado pelo diretor-presidente da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre, Humberto Kasper, em reunião na Prefeitura. .

Felipe de Oliveira felipe@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

O pesadelo envolvendo o trânsito na BR-116 para quem precisa se deslocar de Novo Hamburgo a Porto Alegre tem data para acabar: setembro de 2012.

Pelo menos é o que promete o diretor-presidente da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre – Trensurb S/A. De acordo com Humberto Kasper, o cronograma para conclusão das obras será mantido, mesmo com a inclusão de uma nova estação ao projeto inicial.

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Nesta quinta-feira, dia 18, Kasper esteve na Prefeitura hamburguense, acompanhado do coordenador-geral da obra, o engenheiro Lino Sérgio Fantuzzi, e do engenheiro responsável pelo consórcio Nova Via, que executa os trabalhos, Nilton Coelho, além de outros profissionais ligados à Trensurb.

A pauta do encontro com o prefeito Tarcísio Zimmermann (PT) era a nova versão do projeto de expansão, que prevê agora a construção da Estação Industrial, qualificação das estações Fenac e Novo Hamburgo (em frente ao Bourbon Shopping) e a solução para problemas no arroio Luiz Rau. Participaram ainda autoridades ligadas à administração municipal, vereadores e a imprensa local – o Portal novohamburgo.org estava lá.

Mobilização que dá resultado

Para o coordenador-geral das obras, a mobilização de entidades representativas, liderada por Tarcísio Zimmermann, foi fundamental para que os recursos que viabilizaram a complementação do projeto fossem incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, do Governo Federal.

Para a nova estação e qualificação das outras duas são cerca de R$ 45 milhões e para o arroio, R$ 65 milhões. “Tivemos que justificar junto ao Governo Federal a necessidade dessas obras e provar que esse era o melhor momento para fazê-las”, explica Lino Sérgio Fantuzzi.

O engenheiro da Trensurb salienta que a estrutura destacada para a execução do projeto inicial e os transtornos que uma obra desse porte causam à população foram fundamentais para a liberação dos recursos. Assim, não será preciso iniciar o processo do zero depois de concluída a expansão.

Fantuzzi e Nilton Coelho foram responsáveis pela apresentação no encontro desta quinta (foto). A Estação Industrial, segundo eles, responde ao adensamento habitacional, industrial e comercial de Novo Hamburgo desde a aprovação da expansão, em 2001. A distância entre todas as estações hamburguenses fica semelhante – serão quatro, no total, mais a Estação Rio dos Sinos, em São Leopoldo.

A Estação Fenac, junto à Rodoviária, será ampliada para abarcar o sistema de integração com outras cidades da região. A estação que ficará em frente ao Bourbon Shopping, pela característica de terminal, funcionará no formato de plataforma ilha, com embarque e desembarque pelos dois lados dos trilhos. Isso agiliza a operação dos trens.

ARROIO – O prefeito Tarcísio Zimmermann não escondia a satisfação em ter conseguido incluir no projeto uma solução para os problemas do arroio Luiz Rau. A vazão do canal será praticamente dobrada no trecho entre o Centro e o entroncamento entre as avenidas Nações Unidas e Primeiro de Março, evitando transbordamentos. As pontes sobre o arroio na avenida Nações Unidas serão todas substituídas.

A expansão

A expansão da Linha 1 do Trensurb de São Leopoldo à Novo Hamburgo prevê a construção de 9,3 quilômetros de trilhos e, agora, cinco estações: Rio dos Sinos – ainda em são Leopoldo –  e, na ordem, Santo Afonso (antiga Liberdade), Industrial, Fenac e Novo Hamburgo. A primeira estação a operar em solo hamburguense é a Santo Afonso, provavelmente ainda em 2011.

A extensão do trem é uma demanda histórica da comunidade do Vale do Sinos. O projeto foi aprovado em 2001, mas só começou a sair do papel em 2009. Durante oito anos, o processo ficou trancado em Brasília por denúncias de irregularidades, até que foi liberado pelo Tribunal de Contas da União – TCU. O investimento inicial era de aproximadamente R$ 600 milhões e hoje já supera os R$ 900 milhões.

Nesse período, entidades representativas chegaram a reunir 60 mil assinaturas a favor da obra, na campanha batizada como “O trem é nosso!”. Uma comissão especial foi criada na Câmara Municipal para acompanhar o processo e vereadores estiveram em Brasília em várias oportunidades para sensibilizar os ministros do TCU.

FOTOS

Felipe de Oliveira / novohamburgo.org

divulgação / Trensurb S/A

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