Pesquisa afirma que Plano de Banda Larga vai nascer ultrapassado

Conexões inferiores a 1 mbps, velocidade que está sendo negociada pelo Ministério das Comunicações, não estão mais sendo contratadas.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Levando-se em conta as velocidades de conexões contratadas atualmente pelos brasileiros, o Plano Nacional de Banda Larga – PNBL já deve nascer velho. O Ministério das Comunicações negocia o oferecimento de planos com velocidade de 1 megabit por segundo (mbps) por R$ 35 mensais.

Dados da pesquisa anual do Comitê Gestor da Internet – CGI.br, a TIC Domicílios, divulgada na terça-feira, dia 28, apontam que o brasileiro está deixando de contratar velocidades inferiores a 1 mbps, prevista pelo plano. Em 2008, velocidades de conexão de até 1 mbps representavam 66% dos domicílios. Em 2010, a menor velocidade teve sua participação reduzida para 40% (uma queda de 27%). O acessos com mais de 2 mbps tiveram alta de 114%, pegando 15% do total.

Hartmut Glaser, secretário executivo do CGI.br, diz que “nós estamos começando atrasados”. “A demanda era grande, por isso o Brasil optou por uma implementação mais modesta, mas mais abrangente.”

Para Glaser, o plano dará o “arroz e feijão” primeiro e a Telebrás, estatal encarregada de administrar o programa, vai funcionar como um piso para a oferta do serviço. “A principal preocupação é incluir os excluídos. Classes A e B acham soluções no mercado. Com 1 ou 2 megabits as classes C, D e E já vão poder fazer muita coisa.”

Franklin Coelho, ex-coordenador do Piraí Digital, projeto que ligou todos os departamentos públicos da cidade do interior fluminense à Internet, diz que os debates em torno da velocidade de conexão representam uma discussão sobre a “nossa miséria”. “Não há dificuldade tecnológica. Enquanto a gente finge que tem banda larga, perde-se tempo na Internet. Não se sobrevive assim numa perspectiva de inserção de sociedade de conhecimento.”

Dificuldades vêm de

conexões pouco potentes

No estudo da CGI.br, “acessar sites que demoram muito aparecer” foi a principal dificuldade (37%) apontada pelos quase 25 mil entrevistados quando questionados sobre sua usabilidade da Internet.

O dado pode ser interpretado como um problema gerado por conexões pouco potentes. O organizador do estudo, Alexandre Barbosa, comenta que “é como tentar ver um vídeo no YouTube com uma internet de 256 kbps”. “Vai ficar travando.”

O consultor Eduardo Tude, da Teleco, entende esse passo como necessário. “Outros países, num primeiro momento, levaram 1 mbps para todos, e agora estão levando Internet de 100 mbps e daí vão avançando.”

Informações de portal R7

FOTO: ilustrativa / ABr

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4 comentários

  1. adriano da silva cabral
    29 de junho de 2011

    meus amigos esse tipo de internet em muitos paises já é de graça , porque será que no brasil pagando ainda é fraca a conexão e ainda falam que vão dá o feijâo com arroz para os brasileiros de classe baixa renda isso é uma vergonha .

    Responder
  2. joao luiz
    30 de junho de 2011

    nem precisava de pesquisa pra saber isso…

    Responder
  3. Cristian
    30 de junho de 2011

    esse é o Brasil…

    Responder
  4. franci
    2 de julho de 2011

    Esta é uma noticia bem vinda,quero ver se as operadoras não vão se render,e baixar a internet,pois eles cobram um absuro,p se usar a internet,quero saber como se pode fazer o pedido da internet de $29,90,pois quero ser uma das primeiras a deixar de pagar pelo o abuso
    destas operadoras..

    Responder

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