Novo Hamburgo, 84 anos: Um olhar para o futuro

Ao comemorar seu aniversário, Capital Nacional do Calçado vislumbra desafios apostando sempre na história construída com base no suor de uma gente que não cansa do trabalho. –

*Felipe de Oliveira felipe@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Foram poucos imigrantes, vindos lá do fim mar. Desbravaram essas terras, trabalhando sem parar.

E parece mesmo que a principal herança da colonização de Novo Hamburgo foi o trabalho. Já se passam 84 anos da chegada dos alemães que começaram a construir a Capital Nacional do Calçado e a disposição para produzir, não acaba. E olha que isso foi no longínquo 1827… Século passado!

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A hora, no entanto, é de pensar. Planejar o futuro. Um trabalho que não é braçal, como fora o dos sapateiros que fizeram da cidade, nada mais, nada menos, do que a Capital Nacional do Calçado. Mas um trabalho do qual depende as futuras gerações de hamburguenses. É a proposta do Portal novohamburgo.org no 05 de abril de 2011 – Século 21, lembre-se.

Aquela cidade pujante, que ostentava riquezas oriundas da exportação – e, sabe-se, nem toda a cidade podia se dar a esse luxo – já não existe mais. É preciso repensar a matriz produtiva. Inventar novas soluções. Não estamos longe disso, é verdade. O setor de comércio e serviços cresce; a indústria reaquece. No ano passado, Novo Hamburgo esteve entre os maiores geradores de emprego no Rio Grande do Sul.

Temos uma universidade enraizada aqui, que atrai cabeças pensantes de todas as partes. O atual secretário de Ciência e Tecnologia do Governo do Estado, inclusive, é “filho” da Feevale. Nada mais justo do que aproveitar o espaço que abre o professor Cleber Prodanov na institucionalidade para fazer de Novo Hamburgo um pólo de desenvolvimento.

A mensagem é simples: temos uma história que nos faz valorizar o trabalho; agora, é preciso redefinir o significado dessa palavra. Enxergar o futuro, ganhar menos hoje, talvez, para que mais gente ganhe amanhã. O segredo é inteligência, ousadia. Solidariedade, também. Assim, o crescimento será sólido. Não teremos mais impérios ruindo na primeira crise. Teremos, sim, soluções conjuntas para evitá-las.

* Felipe de Oliveira é gerente de redação do Portal novohamburgo.org

FOTO: Joel Reichert / Oficina de Photographia

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