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Às vésperas das eleições, dois terços dos brasileiros não tem candidato a deputado federal

Nomes como o do humorista Tiririca crescem em meio à indecisão. No Rio Grande do Sul, 67% dos eleitores deixou para escolher na última hora. Manuela seria a mais votada.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Lembra aquela jovem que aparecia na televisão dizendo “E aí, beleza?!” em 2006? Faz tempo…

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Quatro anos mais tarde, com um mandato de deputada no currículo, Manuela D’Ávila é a favorita para conquistar a maioria dos votos dos gaúchos para a Câmara Federal nas Eleições 2010.

É o que revela pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha no início da semana que antecede o pleito de 03 de outubro. A candidata a reeleição pelo PCdoB tem 2% das intenções de voto. Em 2006, ninguém fez mais do que os 271.939 votos da comunista.

O que mais chama a atenção, no entanto, é o índice de indecisos: 67% dos eleitores do Rio Grande do Sul ainda não têm preferência para a Câmara. A tendência é a mesma em todo o país. Segundo o Datafolha, dois terços dos brasileiros ainda não sabe em quem votar para deputado federal.

Depois de Manuela, com 1% aparecem Darnlei (PTB), ex-goleiro do Grêmio, Paulo Pimenta (PT), Pepe Vargas (PT), Girardi (PTB), Afonso Hamm (PP), Marroni (PT), Sérgio Moraes (PTB), Luciana Genro (PSOL), Mendes Ribeiro (PMDB), Perondi (PMDB), Beto Alburquerque (PSB), Maria do Rosário (PT), Afonso Motta (PDT) e Enio Bacci (PDT).

“Pior do que tá não fica…”

Surfando na onda do descrédito que atravessa as instituições políticas brasileiras, candidatos como o humorista Tiririca, em São Paulo, aparecem no todo da pesquisa. É o que avalia o jornalista Felipe de Oliveira (foto), gerente de Redação do Portal novohamburgo.org.

Atualmente cursando mestrado em Comunicação e graduação em Ciências Sociais, o jornalista acredita que o voto em candidatos caricatos constitui-se como protesto. “Há um sentimento, que permeia a mídia, inclusive, de que político é tudo igual. Então, quem se destaca de alguma forma, pelo humor, nesse caso, acaba se sobressaindo”, explica.

Tiririca (PR) teria hoje 3% dos votos dos paulistas para deputado federal, sob o slogan “Vote no Tiririca! Pior do que tá não fica!”. Em seguida, com 1% das intenções, está Paulo Maluf (PP). “Nesse caso, o que povoa o imaginário é a idéia do ‘rouba, mas faz’, que tem efeito parecido”, avalia Felipe de Oliveira.

PROPORCIONAL X MAJORITÁRIA – A solução, para Oliveira, seria desvincular as eleições proporcionais, que vale vagas no Poder Legislativo, da majoritária, que define o Executivo. “As atenções acabam se voltando para as eleições a presidente e governador e a qualidade do debate para os legislativos diminui.” São os parlamentares, alerta, que dão sustentação às ações do Executivo.

Veja a propaganda do candidato Tiririca:

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FOTO: Mônica Neis Fetzner / novohamburgo.org

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