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Francal 2010: Proteção ao calçado brasileiro já gerou 60 mil empregos

Autoridades do setor comemoram medidas antidumping adotadas pelo Governo Federal contra concorrência da China, mas alertam: é preciso cuidado com fraudes e outros mercados. –

Felipe de Oliveira felipe@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

A Francal 2010 começou nesta segunda-feira, dia 05, em São Paulo, com uma certeza: as medidas de proteção ao calçado brasileiro deram resultado.

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Francal 2010 começa com clima de otimismo

O clima foi de otimismo durante a abertura oficial e a palavra mais ouvida foi antidumping. A política de sobretaxação ao calçado chinês adotada pelo Governo Federal em setembro do ano passado possibilitou a geração de 60 mil empregos. Hoje, 360 mil pessoas tem sua renda ligada ao setor calçadista.

Quem comemora os números é o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados – Abicalçados. Milton Cardoso falou na cerimônia sobre a diferença de condições de atuação no mercado depois que a concorrência desleal da China, que praticava preços abaixo do custo de produção do produto brasileiro, foi combatida.

Outra autoridade que também destacou o bom momento foi o presidente da Francal, Abdala Jamil Abdala. Segundo ele, as vendas do setor no varejo cresceram 7% nos primeiros seis meses de 2010 e devem expandir mais 14% durante o próximo semestre. O prefeito da Capital Nacional do Calçado esteve presente. Para Tarcísio Zimmermann (PT), as projeções refletem-se sobre o Vale do Sinos e empresários de Novo Hamburgo já começam a ter resultados na feira.

EXPOSITORES – Entre as cerca de oito mil empresas participantes, a expectativa é positiva. Paula Gomes, gerente comercial de uma companhia que produz palmilhas de gel, avalia que o evento é uma oportunidade de expandir os negócios. “A gente faz muitos novos contatos, até mais contatos do que pedidos, na verdade. Mas esses contatos se tornam pedidos posteriormente.”

A profissional confirma que o momento é bom para o setor, sobretudo com o aquecimento da economia. “Nossa média de crescimento anual em vendas gira em torno de 20% a 30%.” A empresa em que Paula trabalha tem 400 funcionários e contratou 60 no último ano.

Fraudes e outros

mercados preocupam

Superado o inimigo chinês propriamente dito, as atenções dos empresários voltam-se agora para fraudes e outros mercados que também praticam concorrência desleal.

É o que alerta Milton Cardoso. Ele explica que já é possível verificar aumento expressivo das importações de calçados desmontados ou de países ainda não cobertos pela taxação extra.

De acordo com dados da Abicalçados, a Malásia, por exemplo, serve de intermediária para o produto chinês chegar ao Brasil, burlando as restrições tarifárias. Atualmente, o calçado da China é taxado em US$ 13,85. Para fugir da medida antidumping, os chineses estariam exportando peças e componentes para outros países que, ao finalizar o produto, o venderiam a preços baixos nos países importadores.

Cardoso teme que essas importações possam impactar a indústria calçadista brasileira. “O crescimento é grande. Algumas associadas já identificam perda de negócios”, argumenta. “Precisamos agir rápido, porque, entrando no segundo semestre, o maior período de vendas, podemos ter um efeito de golpe, como no último trimestre de 2008.”

REAÇÃO – Já existe a previsão legal de mecanismos para impedir também essas práticas, mas ainda precisam ser regulamentados. O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, diz que o governo espera um parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para implementá-los.

“Estamos trabalhando com a Receita Federal para regulamentar as chamadas medidas antielisão. Elas permitiriam a extensão das medidas antidumping a outros mercados”, antecipa Barral. A antielisão possibilitaria ao governo desfazer negócios em que fosse comprovada a prática de fraude, dolo ou simulação.

Com informações da Agência Brasil

FOTO: divulgação / Francal

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