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Enem 2010: MEC admite erro na matriz dos cartões de resposta

Ministro da Educação justifica falha em 0,003% das provas amarelas explicando que não seria possível, de qualquer forma, revisar todos os cadernos.

Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

O Ministério da Educação – MEC admitiu que o erro nos cartões de respostas das provas do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio – Enem ocorreu ainda na fase de confecção dos exames, antes de eles serem enviados para a gráfica RR Donnelley Moore.

Por se tratar de impressão sigilosa, o modelo das provas é feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – Inep, de acordo com o edital do exame (suspenso pela Justiça Federal do Ceará). A matriz para a impressão é codificada e entregue para a gráfica pessoalmente por funcionários do instituto. Depois, outra equipe do Inep entrega a senha para a gráfica para abrir os arquivos.

Funcionários do Inep têm de acompanhar e aprovar o processo de impressão. No final do trabalho, os arquivos são apagados dos equipamentos da gráfica. Apesar desse sistema de segurança, os cabeçalhos dos cartões de respostas foram invertidos e cadernos amarelos da prova foram impressos com erros de montagem.

O MEC informou que um funcionário do Inep acompanhou todo o processo de impressão na gráfica, mas que não percebeu que os cabeçalhos dos cartões de resposta estavam trocados. Segundo o MEC, a matriz entregue para a impressão já veio com erro do Inep.

Cadernos amarelos

Sobre os problemas com os cadernos amarelos, o MEC informou que a checagem é feita por amostragem, mas que o fiscal não notou nenhum problema porque a quantidade de provas com erro foi muito pequena: 0,003% do volume total.

Na única nota, divulgada na segunda-feira, dia 08, a gráfica RR Donnelley Moore reconhece o erro de montagem nos cadernos amarelos e diz que o contrato impõe um sigilo do conteúdo que impede que sejam feitas revisões com a leitura do material impresso.

A troca de cabeçalhos confundiu muitos estudantes. Mesmo assim, o ministro, Fernando Haddad (foto), nega falha de fiscalização. “Não haveria número de funcionários suficiente para fazer uma conferência de cinco milhões de cadernos, ou dez milhões nos dois dias. Então o que se faz é a conferência da matriz, e o controle de qualidade é da gráfica”, diz Haddad.

Informações de portal G1

FOTO: Fabio Rodrigues Pozzebom / ABr

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